Poupança interna precisa atingir 25% do PIB em dez anos

por daniela publicado 23/02/2011 16h41, última modificação 23/02/2011 16h41
Recife- Este patamar é o necessário para garantir oferta de crédito, segundo a Fundação Joaquim Nabuco.
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O Brasil precisa expandir a poupança interna para 25% do Produto Interno Bruto (PIB) em dez anos para assegurar a oferta de crédito e o crescimento econômico no longo prazo. A situação atual é de vulnerabilidade porque a alta taxa de juros praticada tem incentivado a entrada de dólares via empréstimos realizados no exterior, que podem sair a qualquer momento. É o que avalia Luis Henrique Romani, coordenador geral de Estudos Econômicos e Populacionais da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj).

“O ideal seria que nos próximos dez anos a poupança interna brasileira subisse ao patamar de 25% em relação ao PIB, um aumento de 7% no atual nível de 18%”, destacou o pesquisador, que participou na sexta-feira (18/02) do comitê de Economia e Finanças da Amcham-Recife.

A publicidade das instituições financeiras, de acordo com Romani,  ainda é muito focada na oferta de crédito e não nos serviços de poupança, como planos de aposentadoria e diversos tipos de aplicações.

Ele soma a esse fator a falta de cultura de poupança no País. “A classe A poupa por possuir um excedente de capital. Há também uma minoria esclarecida na classe B que poupa por saber das vantagens. Fora isso, nas demais classes, não há mentalidade poupadora”, analisou.