PwC: Compliance exige que departamentos financeiros façam avaliação rigorosa de clientes e parceiros

por daniela publicado 13/10/2011 11h48, última modificação 13/10/2011 11h48
São Paulo - Gerenciamento de riscos e transparência são fundamentais nessa área-chave da empresa, ressalta Mona Clayton, sócia da consultoria.
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Em se tratando de compliance, os departamentos financeiros, além de realizarem o acompanhamento sistemático das operações e das contas das companhias, devem redobrar a atenção quanto aos agentes externos que interagem com a organização no dia a dia, orienta Mona Clayton, sócia da PricewaterhouseCoopers (PwC).

Compliance, conforme define a consultora, é o conjunto de esforços para atuação em conformidade com leis e regulamentações inerentes às atividades, assim como elaboração e compromisso com códigos de ética e políticas de conduta internos.

“Quanto aos departamentos financeiros, é necessário avaliar rigorosamente os clientes que podem ser, inclusive, os governos; os terceiros contratados para prestar serviços; e os parceiros. É preciso checar também a interação com agências reguladoras e demais órgãos anuentes de exportações e importações”, destacou a consultora, que participou nesta quinta-feira (13/10) do comitê estratégico de Finanças da Amcham-São Paulo.

Mona Clayton indicou também a importância de que as empresas promovam treinamentos das equipes financeiras a respeito de legislações e regulamentações aplicadas a seus negócios.

Interação com governos e medidas anticorrupção

As empresas que são fornecedoras ativas de governos, participantes de licitações e atuantes no comércio exterior devem estar cientes e se adequar em relação ao aperto nas regras anticorrupção que está acontecendo globalmente.

Os Estados Unidos contam com a Foreign Corrupt Practices Act (FCPA) desde 1977, mas, a partir dos escândalos contábeis no início dos anos 2000, e, mais recentemente, com a crise do subprime, os órgãos reguladores americanos se tornaram mais enérgicos quanto à sua aplicação.

A FCPA visa coibir a prática de corrupção junto a todas as partes que de alguma forma fazem negócios envolvendo os Estados Unidos. A lei veda a qualquer organização que tenha suas ações negociadas na Bolsa de Nova York ou relação comercial com o país cometer atos de corrupção que abranjam agentes públicos de governos no exterior. As penalidades variam de multas na casa dos milhares de dólares até prisão. Segundo a consultora, outros países têm lançado suas próprias versões da FCPA.

“A orientação da equipe de financeira sobre as exigências ligadas aos Books and Records (livros e registros) dentro da FCPA é essencial”, comentou Mona.