Reforma tributária e acordos comerciais são prioridades do pré-candidato do PSB

publicado 11/06/2014 09h22, última modificação 11/06/2014 09h22
São Paulo – Ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos apresentou suas propostas de governo para platéia de empresários na Amcham
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Pré-candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB) defendeu na Amcham, terça-feira (10/06), medidas para impactar a produtividade do país, como a reforma tributária e a independência do Brasil do Mercosul para fazer acordos internacionais. O ex-governador de Pernambuco afirmou que vai incluir em seu programa de governo as propostas da entidade para tornar o país competitivo.

Campos foi o segundo a se apresentar no ciclo de debates com presidenciáveis da Amcham. São convidados os três mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto. Aécio Neves, do PSDB, participou do evento em 16 de maio.

No encontro, a Amcham apresentou suas propostas, debatidas com seus mais de 5.000 associados em todo o país. O documento enfatiza a melhoria do ambiente de negócios, a inserção na cadeia global de valor e a produtividade (conheça os detalhes clicando aqui).

Sociedade

Campos afirma que é necessário haver “uma nova política para retomar a confiança da sociedade e do mercado”. “Tem de haver uma agenda com mudanças que produzam impactos em duas direções centrais: a qualidade de vida da população e a produtividade da economia brasileira”, declara.

No primeiro plano, ele diz priorizar a melhoria de serviços públicos, como em trânsito e segurança pública - essa área deve ser assumida pelo governo federal e contar com um sistema único, segundo o pré-candidato. “Mais de 85% da população mora nas cidades. A qualidade de vida é questão central na vida urbana”, comenta.

Mercado

O ex-governador de Pernambuco propõe a desburocratização e a simplificação da legislação para alavancar a produtividade do país. Medidas como essas são necessárias para ampliar as concessões ao setor privado em infraestrutura, “sem reservas e travas”. “O Estado brasileiro não dá conta da infraestrutura sozinho”, cita.

Dentro desse plano, Campos afirma que pretende refazer o sistema tributário. Um dos focos é eliminar a disputa federativa entre os estados. Para tanto, ele aponta um programa de longo prazo. “Normalmente se pensa em fazer reforma para o dia seguinte e nunca em fazer em um processo de transição em quatro, seis ou oito anos, como manda o bom senso”, explica.

O pessebista diz, ainda, que medidas para ampliar a qualidade da educação, ciência e tecnologia e inovação estão ligadas com seus planos de produtividade e melhoria do ambiente de negócios.

Ele declara, ainda, que o país deve ter governança macroeconômica responsável, compromisso com meta de inflação e com a responsabilidade fiscal, além de independência do Banco Central. “A governança macroeconômica responsável é aquela que avisa o rumo estratégico para quem tem de definir de forma estratégica os investimentos”, exemplifica. “Temos de saber de forma tranquila e transparente as escolhas que o governo está fazendo”, complementa.

Campos diz acolher também outras propostas da Amcham, como a flexibilização do Mercosul para que o Brasil possa negociar acordos de comércio com outros países ou blocos de forma independente.

“O Brasil não pode ficar amarrado às velhas institucionalidades do século 20, como o Mercosul, que precisa ser preservado, mas preservado primeiro o interesse do país, de alargar as fronteiras comerciais e as relações bilaterais para aumentar as exportações de bens com valor agregado”, define. “O mundo está em um momento delicado, se reconstrói após a crise por meio de acordos. Tem de fazer isso enquanto dá para fazer”, argumenta.