Respostas dos Bancos Centrais durante crise do coronavírus são mais eficazes a curto prazo

publicado 17/06/2020 12h40, última modificação 17/06/2020 12h40
Brasil – Segundo o economista chefe da bolsa de Chicago, apenas uma política fiscal eficaz e com direcionamento para os projetos certos vai acelerar a retomada
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Blu Putnam acredita que haverá um longo período de demanda global muito baixa devido ao desemprego e aos vários negócios que fechados durante a crise

“As respostas dos Bancos Centrais são capazes de nos ajudar a passar pela crise, mas não nos permitem crescer muito mais rápido à medida que reconstruímos”, afirma Blu Putnam, Diretor Geral e Economista-Chefe na Bolsa de Chicago, a respeito da recessão mundial causada pelo coronavírus. Na visão dele, o que esses órgãos têm feito é garantir apenas que os mercados funcionem bem e ajudar a política fiscal a operar, garantindo que os governos possam lidar com a nova oferta de dívida proveniente da política fiscal.

Entretanto, é realmente uma política fiscal que ajudará as economias a se reconstruírem mais rapidamente. Como exemplo, o economista cita os programas de infraestrutura: “Eles podem fazer uma enorme diferença no crescimento mais rápido, mas isso ainda não aconteceu – e esse é o próximo passo que estamos aguardando. Assim, até que isso aconteça, não sabemos realmente com que rapidez podemos reconstruir as economias”.

O especialista, que esteve presente em nosso webinar ‘Tendências para o futuro da economia’, no dia 11/06, acredita também que haverá um longo período de demanda global muito baixa devido ao desemprego e aos vários negócios que fechados durante a crise. Ainda assim, até agora, as notícias são muito boas para reabrir a economia: a análise é a partir do entusiasmo dos principais mercados do mercado de ações. “A transição em que entramos é o que muitas pessoas chamam de sistema de colapso em cascata”, observa.

A próxima fase será de concentração no desempenho das condições financeiras. Blu comenta que haverá empresas que vão segurar capital para sobreviver; empresas com mais dívidas e notas baixas de crédito. Mas também haverá empresas voltando a se abrir, começando a reconstrução e avançando.

 

O CENÁRIO TUPINIQUIM

Já no Brasil, a análise de Étore Sanchez, Economista-Chefe na Ativa Investimentos, também presente em nosso webinar, é que a economia esse ano caia menos do que nos demais países, embora exista maior sensibilidade ao estímulo fiscal. “Em 2021, precisamos que o vetor de aquecimento da economia supere o vetor do fiscal político, então, ainda é um cenário muito incerto”, manifesta.

Ainda assim, os esforços para garantir liquidez do País têm sido grandes: “O suporte de 16,7% do PIB no Brasil foi bom se comparado aos seus pares (Índia, México, Turquia, Colômbia, Indonésia e Malásia)”. A projeção da empresa em relação à Selic também conta com uma análise favorável ao fluxo de capital: 2,25% estável até o final de 2021 para estimular a economia fazendo com que os mecanismos de liquidez apresentem uma maior potência e que exista crédito em abundância.

 

O QUE SÃO OS WEBINÁRIOS?

São transmissões ao vivo de bate-papos e entrevistas, exclusivos online, sobre diversos assuntos do mundo empresarial. Diante da atual situação com a COVID-19 no Brasil, transformamos os encontros presenciais em atividades digitais e webinários.

PARA QUEM SÃO E COMO FUNCIONAM?

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