Pesquisa mostra que 16% dos jovens brasileiros promovem ações concretas para transformação política

por lays_shiromaru — publicado 13/04/2015 12h44, última modificação 13/04/2015 12h44
São Paulo – Para co-fundadora da Box1824, resultado aponta para uma grande mudança
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De acordo com a pesquisa Sonho Brasileiro da Política, realizada pela Box1824, 16% dos jovens brasileiros são engajados, mobilizam outras pessoas e promovem ações concretas para a transformação da política do país. “Apesar de o número parecer baixo, sou muito otimista e ele aponta para uma grande mudança”, explicou Carla Mayumi, co-fundadora da Box1824. Ela foi palestrante no comitê estratégico de Gestão de Pessoas da Amcham, em 09/04, juntamente com Maira Habimorad, vice-presidente da DMRH.

O estudo buscou entender a relação do jovem brasileiro com a política. Foram entrevistadas 1.128 pessoas, entre 18 e 32 anos, das classes A, B e C, de sete cidades brasileiras (Belém, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo).

Carla destaca que, desses 16%, metade age mais próxima às vias institucionais, isto é, por meio de empresas ou ONGs que trabalham em prol da causa, e a outra metade cria novas formas de agir politicamente. “Na Biologia, dizem que se 10% das células são novas, é possível renovar o organismo inteiro. Acho que isso pode acontecer com a política também e estamos muito perto”, diz.

Um dos projetos inovadores citados por Carla é o Laboratório Hacker da Câmara dos Deputados. Criado pela comunidade Transparência Hacker, que reúne desenvolvedores, sociólogos, palhaços, jornalistas, entre outros profissionais, o espaço oferece acesso e uso livres para qualquer cidadão utilizar dados públicos para ações de cidadania.

Outro exemplo é o Politiquê?, projeto de Recife que propõe ensinar política aos jovens, além de mostrar a importância da participação dos cidadãos.

O estudo mostrou também que os jovens se envolvem com o tema para lutar por causas com as quais simpatizam, como cultura de paz (61%), inclusão social (60%), meio ambiente (58%), cultura da periferia (58%) e internet livre (55%). “Talvez isso ajude a explicar os resultados das últimas eleições presidenciais no Brasil”, comenta.

Clique aqui para baixar a pesquisa.

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