“Competência está nas pessoas, não nos cargos", diz consultora

publicado 20/01/2016 10h20, última modificação 20/01/2016 10h20
Recife - Tereza Nunes palestrou no Comitê de Gestão de Pessoas e destacou o papel do novo líder nas empresas
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“A competência está nas pessoas, não nos cargos.” A mensagem da consultora Tereza Nunes é clara: as lideranças precisam deixar a prepotência de lado, delegar funções e compartilhar as tomadas de decisões se quiserem alcançar resultados positivos.  Em palestra no Comitê de Gestão de Pessoas da Amcham Recife, realizado na manhã do último dia 19 no Amcham Business Center, ela destacou o papel do líder modelo para os novos tempos.

Conforme Tereza – que já foi vice-presidente da ABRH-Nacional e atualmente é sócia da Tereza Nunes Consultores Associados –, por conta do novo contexto de informação em que vivemos, as pessoas tendem a ser cada vez mais esclarecidas e menos sujeitas a serem “capachos”. “O modelo do ‘manda quem pode, obedece quem tem juízo é completamente ultrapassado e inconsistente com a atual realidade do mercado”, diz. Ela ressalta que companhias que adotam esse modelo têm dificuldade de reter funcionários, especialmente os talentos.

Diante disso, o líder surge como peça chave para valorizar e potencializar a produtividade de cada colaborador. A especialista recomenda que as lideranças “desçam da torre e vão ao chão de fábrica”, a fim de estabelecer relações de parceria e colaboração com os funcionários. 

Nesse sentido, delegar é fundamental: “pensamento estratégico não tem relação direta com o cargo que se ocupa, mas com a capacidade de encontrar soluções para a empresa. Um diretor pode ser extremamente míope em relação a certos problemas enquanto que um membro dos serviços gerais pode ter soluções bastante eficazes em sua área de atuação”, afirma Tereza.

Por isso, ela destaca a importância da descentralização. “É preciso ter humildade para reconhecer que, às vezes, outras pessoas estão mais aptas a fazer certas escolhas. As decisões devem ser tomadas por quem tem mais conhecimento, não por quem tem o maior cargo.”

A consultora ressalta, contudo, que ainda há muita contradição entre o discurso dos gestores e sua prática no cotidiano. “Enquanto na teoria muitos falam de estímulo à inovação, na prática vários líderes reprimem atitudes de proatividade de seus subordinados. Isso acontece tanto por resistência a mudanças como para demonstrar autoridade.”



 

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