“Num futuro próximo, cada companhia terá no setor funcional um colaborador financeiro”

publicado 21/07/2014 13h55, última modificação 21/07/2014 13h55
Campinas - Para Aron Felipe, gerente sênior da Randstad, a tendência é que áreas funcionais, como Recursos Humanos, Operações e Supply Chain, sejam geradoras de lucro
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Para traçar a evolução e as perspectivas do mercado para o profissional de finanças, na última década, o comitê estratégico de finanças, realizado na Amcham-Campinas, na quinta-feira (26/6), trouxe  gerente sênior da Randstad Professional, Aron Felipe (confira aqui a apresentação completa).  

“O período contemporâneo, 2011 a 2014, reflete os acontecimentos dos anos anteriores, tornando o Brasil não só um mercado apto ao gerenciamento de riscos e monitoramento de performance, mas, também, com objetivos definidos em linha com a estratégia dos negócios”, explica Felipe.

No que compete a gestão estratégica, a tendência é que cada companhia tenha no setor funcional (Recursos Humanos, Operações e Supply Chain) um colaborador financeiro. Com isso, num futuro próximo, as áreas serão geradoras de lucro. “Hoje, a visão da empresas converge para a alteração da política de elegibilidade. Ao dividir o bônus entre os colaboradores, a companhia resgata a necessidade das pessoas aprenderem a trabalhar voltadas para o resultado”.

Em contrapartida, os gestores desejam candidatos qualificados, fluentes em inglês, na qual as habilidades de negociação sobreponham às questões técnicas.  Para o gerente, é muito importante ter colaboradores com pensamentos diferentes em uma mesma equipe. Mas, é preciso se questionar se as pessoas que o cercam, são as certas.  “O líder precisa valorizar o resultado e não o esforço, pois isso pode acarretar na perda de dinheiro. Já que um problema de recrutamento não se corrige com treinamento”, completa.


Contexto histórico da área financeira  (2001 a 2009)

2001:  ênfase na apuração de resultados e reporting: 90% executadores e 10% pensadores.

2001 - 2005:
escândalos contábeis e de governança corporativa invertam o cenário.

2006 - 2007:
suporte ao negócio e gerenciamento de risco ( Centro de Serviços Compartilhados- CSC e monitoramento de performance –KPI )

2007 - 2008 (pré-crise) :
expansão e atratividade das empresas nacionais (operações estruturadas e IPO); Migração de executivos do mercado financeiro para a Indústria.

2009 - 2010:
  Impactos da crise econômica mundial - processos seletivos complexos; demanda por perfis de Recursos Humanos (desenvolvimento, treinamento e retenção) e CFO’s mais ativos.

2011-2014:
Brasil investimento e diversificação para alguns setores e habilidade de comunicação e negociação.


A seguir, a íntegra da apresentação de Aron Felipe, da Randstad, no comitê estratégico de finanças, realizado na Amcham-Campinas, na quinta-feira (26/6):

 

 

 

 

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