A automatização dos processos da cadeia de suprimentos pode contribuir para o aumento da produtividade

publicado 13/06/2016 11h52, última modificação 13/06/2016 11h52
São Paulo - Avon e Strategy& apontam tendências e medidas que podem ser adotadas para melhorar o setor
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Estar atento aos avanços tecnológicos e investir em medidas que minimizem os gargalos de infraestrutura estão entre os desafios para o aumento da produtividade da cadeia de suprimentos, concordaram o líder de práticas de operações da Strategy&, Luiz Viera, e o gerente de logística da fabricante de cosméticos da Avon, Felipe Votto, que estiveram reunidos no comitê de logística realizado na Amcham, sexta-feira, dia 10. De acordo com eles, automatizar os níveis de operação, desde a produção, armazenagem e distribuição tem sido uma solução eficiente e adotada por muitas empresas.

“O mundo está mudando e, se a gente achar que não, é bom tomar cuidado. Existem algumas tendências e elas estão tendo um impacto bastante significativo na área de operações, seja na questão da demanda, do consumidor ou da entrega”, comenta Luiz Vieira. Ele aponta alterações expressivas nos processos de planejamento de logística, que estão demandando mais inteligência estratégica e integração entre todas as etapas do setor. Ao contrário do que do que se via há alguns anos atrás, quando as empresas operavam de forma independente, hoje, elas estão cada vez mais integradas com outras empresas. A capacidade de relacionamentos externos colaborativos, para Luiz Vieira, é um diferencial extremamente importante a ser levado em consideração. “Não é mais o menor custo, é a capacidade de eu me relacionar com parceiros”, acrescenta.

O líder de operações da Strategy& ainda destaca a ideia do relacionamento no conceito de iSincronização, que é capacidade da empresa alinhar as suas operações com parceiros de forma a obter vantagens competitivas. No entanto, para tal, é indispensável estar aberto a novos modelos de negócios e relacionamentos, assim como adotar uma gestão da complexidade real time. Acompanhar os avanços da tecnologia também é uma medida indispensável para Luiz Vieira, que acredita ser preciso se atualizar sempre. Big data, impressoras 3D e drones são tendências que devem ser monitoradas e testadas, contribuindo para o aumento da produtividade e a minimização de erros humanos. Os drones, por exemplo, podem automatizar a entrega de produtos, o monitoramento dos estoques e também dos transportes, gerando redução de custos, de acordo com Luiz Vieira. Empresas americanas como a Amazon e o Google, inclusive, já estão testando esse novo formato de atuação.

A fabricante de cosméticos Avon, também tem identificado as inovações que estão em voga. Com um dos maiores centros de distribuição do mundo, sua fábrica em Cabreúva, (SP), é totalmente automatizada, produzindo em média 1,5 milhão de ordens a cada quinze dias. De acordo com Felipe Votto, identificar ferramentas que possam contribuir para a produtividade é essencial. “A automação está presente na estratégia base de supply chain da Avon. A gente olha para ela sempre”, comenta. No entanto, isso não significar estar em constante automatização. Segundo ele, é preciso entender as áreas que podem melhorar e como a mudança contribuirá positivamente.

“Entendemos que quando a gente automatiza algo que não é eficiente, o que a gente tá fazendo é automatizar a ineficiência”, detalha o gerente de logística da Avon. Adotar metodologias de análises é importante, principalmente para que o investimento não seja aplicado de forma incorreta, aponta Votto. A empresa também precisa estar preparada para o estabelecimento da inovação, já que a organização é o primeiro passo para a automação. Outro aspecto destacado por ele é mensurar o tamanho da sua demanda. Não adianta investir em alta tecnologia se os retornos não são suficientes. A inovação tem que surgir para melhorar os negócios.

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