Adaptar os métodos ágeis à realidade da empresa é mais importante que apenas aplicá-los

publicado 06/08/2019 16h54, última modificação 06/08/2019 16h54
São Paulo – Comitê de Gestão de Pessoas trouxe executivos da EDP, Bosch e Alelo para compartilharem cases de eficiência no RH
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Da esquerda para a direita: Flavio Pesiguelo (Natura), Soraya Bahde (Alelo), Paulo Botelho (Bosch), Fernanda Pires (EDP), Elizabeth Rodrigues (Grupo Baumgart)

Teorias para aplicação de métodos ágeis – como o Scrum – são boas formas de iniciar a transformação dentro das empresas, mas é preciso estar atento às particularidades da companhia e, se necessário, realizar adaptações. Este é o caso da EDP, que segundo a diretora de gestão de pessoas, Fernanda Pires, estudou as metodologias e às adequou à realidade da organização.

Ela esteve presente no nosso Comitê de Gestão de Pessoas, na última quarta-feira (24). Discutindo sobre metodologias ágeis aplicadas ao RH estavam presentes também o diretor de melhorias da Bosch, Paulo Botelho, e a diretora de gente e inovação da Alelo, Soraya Bahde.

À frente das transformações ágeis da EDP estão as áreas de Recursos Humanos e Transformação Organizacional. Inicialmente, foi realizado um processo de junção de ambas as áreas. “Hoje, na prática, cada setor responde tecnicamente por si só, mas os planejamentos, orçamentos e reuniões com os gestores são conjuntos”, menciona a executiva da EDP, acrescentando que, sem a junção, não seria possível desenhar a estrutura como é hoje.

Logo após a junção dessas diretorias, foi buscado um novo modelo de organização. Baseado em algumas metodologias, o formato da EDP contou com o trabalho de uma consultoria terceirizada. “Eles desenharam algo que fizesse sentido para nós, por isso, temos um modelo bastante customizado e co-criado especificamente para as nossas necessidades”, explica Fernanda.

No caso da Bosch também foram adotados métodos. Na visão de Botelho, o mais importante é ter respostas do por que, como e quando alinhadas. “Não tem problema que a gerência adote um [método], as unidades outro e os times outro se o objetivo, perspectiva e percepção forem os mesmos”, pontua. Além disso, ele lembra que a matriz de competências e desafios é igualmente relevante para que organização esteja em constante aprendizado.

RESULTADOS

No caso da Alelo, Soraya conta que a transformação ocorreu de baixo para cima, com as áreas de tecnologia e produtos incialmente em 2017 e o processo de consolidação das demais áreas apenas este ano. Isso porque a empresa nasceu na era digital e tem o negócio rodando de forma totalmente ágil. “Em transformação digital existem muitos momentos em que as áreas de TI, RH e estratégia se conectam”, menciona a executiva.

Após esta transformação na empresa – com uso de design thinking, design sprint e outras metodologias para resolver desafios de RH –, Soraya falou que foram observadas as seguintes melhorias:

- Entregas constantes e em ciclos curtos

- Rápida resposta a mudanças

- Eliminação de desperdícios na cadeia produtiva

- Pensamento coletivo de melhoria contínua

- Sentimento de dono e pertencimento

- Mitigação de conflitos