Aplicativos agilizam marcação de passagens, hotéis e veículos em dispositivos móveis

publicado 28/08/2013 15h51, última modificação 28/08/2013 15h51
São Paulo – Executivos podem minimizar prejuízos com imprevistos
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Dar mais autonomia ao executivo em viagens corporativas, permitindo-lhe alterar, via dispositivos movei,  horários de vôos, reservas em hotéis e locação de veículos conforme necessidade, é uma forma eficiente de controlar despesas. Por isso, os sistemas integrados de viagem, ainda pouco utilizados no Brasil, têm espaço para avançar dentro das empresas, acredita Emanuel Baldart, vice-presidente de Vendas, Marketing, Fidelidade & Distribuição do Grupo Accor.

“É contraditório que no Brasil, com grande presença de internet, haja poucas empresas que usem o SBT (sigla em inglês para sistemas de auto-reserva). Isso significa que há bastante espaço para as ferramentas se disseminarem”, disse, no comitê de Viagens e Mobilidade Corporativa da Amcham-São Paulo, realizado na quarta-feira (28/8).

Os sistemas de auto-reserva de viagens (ou sell-booking tools) permitem, por meio de aplicativos próprios ou de fornecedores, fazer reservas de voos e hotéis, além de locação de carros. Com um smartphone, tablet ou notebook, o executivo viajante tem condições de modificar os serviços de viagem, e não fica tanto à mercê de filas e imprevistos.

Por sua vez, o gestor de viagens da companhia também ganha mais visibilidade para monitorar e acompanhar os serviços de mobilidade. “O gerente de viagens que conhecemos nos últimos anos, que basicamente cuidava da segurança, produtividade e respeito às políticas da empresas, está evoluindo para o de um profissional que também analisa a eficácia da mobilidade dos colaboradores”, disse Baldart.

Os desafios

O surgimento de negócios virtuais, diante da popularização da internet, também traz desafios. Novos concorrentes surgem a cada momento e, com tantas ofertas online, muitas vezes é difícil ter certeza de que as negociações de preços serão as melhores em um período de, por exemplo, um ano.

“As grandes empresas que contratam SBT sempre vão se perguntar se não encontrarão tarifas mais interessantes fora das que contratou. E o distribuidor (provedor de SBT) pode chegar a perder o controle e entrar em atrito com o cliente”, destaca Baldart.

O executivo também chama a atenção para as soluções padronizadas de SBT, que podem não funcionar com a mesma eficiência em empresas diferentes. “Falta customização de soluções”, segundo ele.

Mas o principal desafio é a integração de sistemas de políticas e sistemas próprios de viagem. Os STB chegaram para ficar, e cabe às empresas fazerem isso melhor que a concorrência.

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