Apostar é o ponto-chave para o sucesso, dizem empreendedores

publicado 20/08/2013 17h28, última modificação 20/08/2013 17h28
Recife - Sócios do Grupo Bonaparte, Projefrio e Squash Tennis Center participaram do Fórum de Empreendedorismo da Amcham

A grande dificuldade para o desenvolvimento de negócios é a viabilização. Ter familiaridade com o mercado em que se quer inserir pode ser imprescindível para o sucesso e é possível empreender tanto pela existência de espaço no mercado, como através de diferencial competitivo. Apostar sem medo é preciso, porém estudando e conhecendo o caminho que está se seguindo. Todos esses assuntos foram tratados no Fórum de Empreendedorismo da Amcham-Recife, na quinta-feira (16/08), que teve como tema os pontos-chave para o desenvolvimento de negócios. Participaram Leonardo Lamartine, do Grupo Bonaparte; Adonis Ferreira, da Projefrio; e Davi Barros, do Squash Tennis Center. Eles falaram sobre o surgimento de seus negócios e os desafios que enfrentaram para alcançar o sucesso.

 O aficionado por tênis e entusiasta do esporte, Helson Barros, enxergou na lacuna de mercado uma oportunidade de empreender e fundou o Squash Tennis Center em 1987. O centro esportivo é atualmente um das maiores do nordeste no ramo do tênis, com metodologia de ensino inovadora. “Buscar a inovação, tecnologia de ponta e uma prestação de serviço diferenciada, é o que nos últimos anos, principalmente, fez a nossa empresa alavancar e continuar até hoje”, explica Davi Barros, sócio-diretor da academia. Ele diz que é normal existirem momentos difíceis, mas que é importante seguir em frente. “Durante esses 26 anos tiveram alguns momentos em que poderia até ter se desfeito do negócio, que fica em uma área de 12.000 m² num dos bairros nobres do Recife, mas pela paixão e por acreditar, mantivemos o sonho”, afirma.

 A paixão, nesse caso por gastronomia, foi o que também despertou nos empresários Roberto Bitu e Leonardo Lamartine a vontade de abrir um negócio. Após um estudo de mercado, eles encontraram uma lacuna no segmento de fast-food e decidiram investir na área. “O empreendedor tem que ter feeling pra enxergar as brechas de mercado e deve sempre apostar nelas. Geralmente a gente não sabe o tamanho dessa brecha, mas eu acho que é importante apostar”, acredita Leonardo Lamartine, sócio-diretor da empresa. Assim, conseguiram inverter o fluxo migratório de franquias, partindo pela primeira vez do Nordeste para o Sul e Sudeste. Hoje a rede está presente em 16 estados brasileiros, com mais de 65 restaurantes. “Se você der 10 tiros e pelo menos sete deles forem certeiros, está no caminho certo. Mas esses tiros precisam ser dados para testar se está fazendo um bom negócio ou não. O planejamento estratégico também é muito importante para que se possa confirmar o feeling do empreendedor e até saber quais os seus pontos fracos e fortes”, completa.

 Já para outras pessoas, a oportunidade surge como solução para algum problema. Esse é o caso de Adonis Ferreira, que após 27 anos como bancário se viu desempregado quando o banco em que trabalhava fechou. “Meu banco fechou as portas e fiquei sem emprego. Ainda tentei me reinserir no mercado de trabalho, mas não tive sucesso. Então, numa viagem, resolvi abrir meu próprio negócio”, diz. Ele viajou para os Estados Unidos e lá conheceu um casal que lhe apresentou a climatização. Dessa forma, em 1988, criou a Projefrio. Para conseguir desenvolver seu negócio, Ferreira afirma que foi preciso superar as expectativas da sociedade. “Pra mim foi tudo uma surpresa. Eu era economista e não engenheiro. Então foi preciso praticar o desapego, pois naquele momento podia contar apenas comigo mesmo. Quando você esquece o cenário externo, não se importa mais com as cobranças da sociedade”, fala.

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