Avon reformula equipe de logística e alcança até 8% de redução de custo

publicado 12/12/2014 11h39, última modificação 12/12/2014 11h39
São Paulo – Estruturação interna permitiu o desenvolvimento de projetos de amplo alcance
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Há pouco mais de dois anos a Avon iniciou uma mudança interna em sua equipe de logística no Brasil e na América Latina que levou a uma redução de até 8% dos gastos totais da área. Com a nova estrutura e uma equipe atuando sob a metodologia Seis Sigma, o setor emplacou projetos de resultados significativos, como o de consolidação de cargas e o de padronização de certificação junto a aduanas e governos.

“No ano passado, entregamos uma redução de custos de US$ 6 milhões e, nesse ano, vamos entregar US$ 9 milhões. Isso significa uma média de 6% a 8% de todo o gasto”, relata Marcelo Frias, diretor regional de Logística – Latam da Avon, durante o comitê estratégico de Supply Chain da Amcham – São Paulo, quinta-feira (11/12). “A meta de redução de custos geralmente é de 3% ou 4%”, compara.

A equipe tem 12 pessoas no Brasil e 53 regionalmente (com as unidades da Argentina, Venezuela, Colômbia e México). Os profissionais passaram a ser certificados na metodologia Seis Sigma e, hoje, 90% são do nível green belt.

“As pessoas são as mesmas, mas mudamos os behaviors; eles já tinham conhecimento técnico e passaram a ter de gestão”, conta Frias. “Depois que foram treinados, viram que poderiam emplacar muitos projetos com a metodologia, alguns eles já tinham em mente”, complementa.

Um dos projetos é o de consolidação de cargas, que diminuiu de 147 para 35 o número de rotas a serem gerenciadas. Os contêineres provenientes da Ásia são consolidados e direcionados a apenas cinco portos, em vez dos 21 anteriores. O processo enxugou o inventário em trânsito. Há consolidação de cargas também regionalmente, como as que transitam entre Brasil e Argentina.

Outro processo que simplificou o trânsito das mercadorias entre os países da América Latina foi a certificação junto às aduanas de cada país, como a Blue Line, disponível pela Receita Federal no Brasil. “Por mais que exista uma legislação diferente em cada país, a gente padronizou a forma de atuar. Havia necessidade de treinar as pessoas para isso, melhorando as relações com os governos e certificando as unidades”, detalha.

Para 2015 e 2016, a estratégia será ampliar a agilidade e simplificar a troca de informações de comércio exterior, com a troca de tecnologia. “E vamos dar continuidade aos projetos de green belt do Seis Sigma”, diz.

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