Boa alimentação, exercícios e equilíbrio emocional são principais remédios contra o estresse

por marcel_gugoni — publicado 17/12/2012 15h34, última modificação 17/12/2012 15h34
São Paulo – OMS estima que 90% da população mundial sofram de níveis de estresse crônico por conta da competição cada vez mais intensa no mercado.
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O estresse é a doença mais preocupante no mundo do trabalho. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 90% da população mundial sofram de níveis de estresse crônico por conta da competição cada vez mais intensa entre as empresas, da velocidade crescente de troca de informações e das altas demandas de negócios. A boa alimentação, a prática de exercícios e o equilíbrio emocional são os principais remédios.

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O médico Fábio Gabas, médico clínico e sócio da Heartmetrix, diz que os trabalhadores, em geral, estão estressados. “A OMS prevê que, em 2020, a depressão será a maior causa de incapacitação no trabalho. Isso ajuda a ter uma ideia de como a questão é epidêmica”, afirma ele. “O panorama mundial é de estresse, desconforto, mas não temos como escapar disso.”

Gabas conversou com a reportagem do site antes de participar do comitê estratégico de Diretores Comerciais da Amcham-São Paulo na última quarta-feira (12/12). O grupo debateu as formas de combater o estresse no ambiente de trabalho.

“Pessoas diferentes diante do mesmo estímulo estressante reagem de formas diferentes. Uma pode se sentir mal, outra vai achar que aquilo é normal”, explica. “O sistema autonômico, que controla 90% das funções do nosso corpo, é o maior alvo do estresse.”

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De modo geral, ele diz que há dois pilares que refletem o efeito do estresse no corpo. O primeiro é o da reserva funcional, isto é, a fonte de energia do corpo. O segundo é o nível de coerência cardíaca, o que os médicos chamam de coerência psicofisiológica, que “determina a percepção emocional que se tem do estresse”, detalha.

Alimentação e exercício

Para Gabas, já que é impossível mudar o modo como o mundo funciona, cada pessoa deve passar a olhar para o trabalho de maneira diferente. “O que tem que mudar é o indivíduo, a forma como ele percebe e reage ao panorama. É preciso aumenta o limiar de adaptação.”

Este limiar é justamente o que percebe o estresse como algo negativo. Em algumas pessoas, ele desanima e paralisa, e, em níveis mais agudos, pode levar ao surgimento de doenças como diabetes e hipertensão. Para outras pessoas, o estresse é alimento para produzir mais e melhor. “Não é o exterior que vai determinar como se reage internamente.”

Para lidar com o estresse, a energia conta muito. “Aumentar a reserva funcional é oferecer ao corpo mais elementos baseados em nutrientes que fortalecem o organismo, que aumentam a produção de neurotransmissores e hormônios e que vão dar uma energia maior para lidar com o estresse.”

Segundo o médico, ter uma boa alimentação e praticar atividades esportivas adequadamente, “sem exageros”, são ações que ajudam muito. “E alguma suplementação, como vitaminas e minerais para repor a energia gasta, também.”

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O outro pilar é questão é tratar o emocional, reforça o médico. “Quando se faz exercícios que envolvam respiração e visualização do ambiente, consegue-se modificar a forma como o cérebro percebe e interpreta o meio. Aquilo que antes deixava causava estresse e prejudicava a performance passa a não afetar mais.”

“Sem dúvida, estar em um ambiente de trabalho agradável facilita enfrentar o estresse”, diz. “Temos que lembrar que se trata de uma via de mão dupla. Você equilibrado também atrai um bom ambiente de trabalho e uma família equilibrada. Você é quem cria o meio à sua volta.”

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