CEO Fórum Recife debate inovação como saída para crise com plateia de 600 empresários

publicado 25/05/2017 09h00, última modificação 26/05/2017 14h17
Recife - Evento reuniu Gustavo Caetano (Sambatech), Flávio Cotini (Walmart), Oscar Montomura (Amana-Key) e o empresário Ricardo Belino
CEO Fórum

CEO do WalMart anunciou investimento de R$ 100 milhões em PE

Considerado um dos maiores eventos empresariais do Estado, o CEO Fórum Recife reuniu, na quinta-feira (25/5), cerca de 600 empresários em prol de desvendar os caminhos para retomada da economia. Com tema “A mudança para a retomada: o caminho para nova organização” o encontro debateu sobre o futuro com foco na inovação e reinvenção da gestão de marcas. No centro das discussões estavam: Ricardo Bellino, escritor e empresário conhecido como “Vendedor de Ideia”; Oscar Motomura, executivo da Amana-Key, Flávio Cotini, CEO do Walmart e Gustavo Caetano, autor do best-seller Pense Simples e CEO da Sambatech.

Abrindo o debate, o CEO do Walmart. Flávio Cotini, discutiu o posicionamento da marca na crise atual e nas saídas encontradas para driblá-la. Em primeira mão, trouxe o anúncio do investimento de R$ 100 milhões em Pernambuco, que serão usados em novas lojas e na restruturação de outras. “Nosso objetivo principal é melhorar a experiência de compra do nosso consumidor. Para isso traremos um conceito de loja mais moderno, mais acessível, com gôndolas mais baixas, melhor comunicação visual, iluminação sustentável”, explicou.

Para ele, a crise é o melhor momento para as marcas investirem na inovação. “Precisamos entender nosso cliente e suas necessidades e nos reinventar dentro disso. Com crise ou sem ela, as pessoas vão continuar consumindo, mas de formas diferentes”, pontou. A mesma opinião é compartilhada por Gustavo Caetano, considerado um dos jovens mais inovadores do mundo e eleito o melhor fundador de startups do Brasil pela TWN.

Em sua apresentação, Gustavo compartilhou suas experiências pessoais, sempre pontuando a inovação como elemento chave para o sucesso. “Hoje vivemos uma era de Davi contra Golias, onde os Golias são empresas com pensamento de gestão antigo, ultrapassado e os Davis são as novas empresas, as startups, pessoas que estão pensado a frente. Pela primeira vez, o pequeno passa a ter chance contra o grande”, afirmou Caetano, que reforçou que o mundo tem mudado muito rápido e as empresas precisam acompanhar esse movimento.

“O ponto para recomeçar é enxergar nos problemas grandes oportunidades. A inovação está no nosso dia a dia, mas a maioria das pessoas veem os problemas e não param para resolver. A dica mais importante que dou é: tire as ideias da sua cabeça e coloque em prática. Estamos na era do empreendedor executor e não do que apenas imagina”.

Já Ricardo Bellino: empresário, investidor e escritor contou um pouco sobre sua trajetória de vida e seus principais desafios para se tornar um empreendedor considerado de sucesso. Lembrou, inclusive do seu encontro com o presidente Donald Trump, que lhe rendeu um livro: Você tem três Minutos. “No momento em que estava com Trump ele me deu três minutos para vender minha ideia. É impossível você conseguir fazer isso, mas em menos de três minutos se consegue estabelecer empatia, que é fundamental para ganhar a simpatia de alguém para sua ideia”, disse Bellino, que já viveu outras crises ao longo da sua caminhada.

“O importante é nunca deixar que isso tire sua motivação. No DNA de CEO é preciso ter a capacidade de ser criativo, otimista e entusiasta. Tem que saber fracassar, para poder ter sucesso e recuperar a capacidade de acreditar”, aconselhou.

Para encerrar o evento, Oscar Motomura, que atua especialmente em projetos de reinvenção estratégica e preparação para o futuro, trouxe para o centro da discussão o papel do líder no atual cenário econômico brasileiro e a necessidade de enxergar o futuro de forma diferente do passado. “Retomada não é voltar ao que éramos antes da crise. Temos que ir na direção de um futuro muito diferente. Não será fácil, mas é nesse mundo que as empresas vão ter que se encaixar. Por isso, pontuo que é necessário trazer os jovens de startups, por exemplo, para pensar fora da caixa”, começou.

No caminho, os riscos estarão sempre lá, de acordo com Motomura, mas será preciso ir em frente independe de dificuldades se as intenções forem boas. “Caberá a nós desenhar um novo sistema, inclusive político, com nossa participação mais direta e uma postura pró soluções, de ao ver algo errado, conversar e ver formas para elucidar o problema”.

 

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