Certificações de qualidade garantem boa imagem e melhora operacional

por andre_inohara — publicado 10/11/2011 15h42, última modificação 10/11/2011 15h42
São Paulo – Clientes, sejam consumidores finais ou indústrias, sempre querem conhecer a procedência dos produtos que vão adquirir.
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A maioria dos clientes se interessa por saber qual é a procedência dos produtos comprados, bem como de seus fornecedores. Por mais que normas de qualidade como a ISO não sejam obrigatórias, elas estão fazendo a diferença entre as empresas que aderiram à certificação.

Uma companhia que possui algum tipo de certificação de qualidade sinaliza ao mercado que se preocupa com a padronização adequada de seus produtos, o que rende a ela uma imagem de comprometimento e seriedade.

“Os clientes sabem que uma empresa certificada será auditada regularmente e terá de executar processos produtivos de forma correta”, afirma Antonio Parente, coordenador de certificação da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que participou do comitê de Logística da Amcham-São Paulo na quinta-feira (09/11). Para ele, a recompensa por tanto trabalho se traduz em vantagens financeiras e mercadológicas adicionais para as companhias que optam pela adesão.

Medida contra gastos extras

Do lado do cliente (indústria ou mesmo o consumidor final), o selo de qualidade também ajuda a evitar gastos adicionais que para se assegurar de que os itens estão nas condições ideais de aproveitamento.

“Mercadorias sem garantia de certificação obrigam as empresas compradoras a estarem continuamente nesse fornecedor para verificar a conformidade do padrão. É um custo a mais e desnecessário”, explica.

As certificações mais comuns que as empresas brasileiras possuem são ISO 9001, referente aos sistemas de gestão da qualidade, ISO 14001, sobre a qualidade da gestão ambiental, e ISO 16001, para responsabilidade social.

No entanto, o movimento pela gestão da qualidade ainda é baixo no Brasil, observa Parente. As empresas brasileiras estão dando a devida atenção para o assunto apenas agora, pressionadas pela concorrência internacional.

“Quando não se tem a competência exigida pelo cliente, fica-se fora do mercado”, destaca.

Empresas de logística em busca de selos de qualidade setoriais

Entre as companhias da área de logística, a procura por selos de qualidade em processos setoriais tem ocorrido mais entre as transportadoras do setor químico.

A certificação mais procurada é a SASSMAQ (Sistema de Avaliação de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Qualidade), segundo Parente.

Desenvolvida pela Associação Brasileira das Indústrias Químicas (Abiquim), o selo atesta a boa prática em serviços de logística de manuseio e transporte de produtos químicos.

Para o coordenador da ABNT, uma norma que tende a ganhar relevância no setor é a ISO 28000, editada em 2009, que trata dos requisitos mínimos para que os sistemas de gestão de segurança da cadeia logística sejam considerados eficientes.

“Uma empresa de transporte pode criar um programa de qualidade com vistas à certificação ISO 28000 por entender que isso será um diferencial competitivo”, observa Parente.

Padronização de processos

Quando uma companhia segue normas de qualidade, está padronizando seus processos.

Essa é uma vantagem que permite visualizar e criar indicadores de desempenho mais precisos, explica Wanen Siqueira, coordenador de Qualidade da TNT Brasil.

“Se um procedimento não estiver padronizado, não será possível identificar um possível desvio de conformidade”, assinala.

A TNT Brasil possui certificações ISO 9000, ISO 14000 e OHSAS 18001, sobre sistema de gestão global sobre a saúde e segurança ocupacional. Trata-se de uma exigência do grupo para todas as filiais, de acordo com Siqueira.

Com os processos padronizados, a TNT criou indicadores-chave de desempenho (KPI, na sigla em inglês) mais voltados à realidade da empresa. “Com indicadores mais precisos, pudemos melhorar nossos prazos de entrega”, cita Siqueira.

 

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