Citi: Previsão de crescimento do PIB brasileiro é de 0,1%

por lays_shiromaru — publicado 09/02/2015 10h30, última modificação 09/02/2015 10h30
São Paulo – Para economista do banco, empresas deverão continuar investindo em suas operações no país, mesmo com economia desacelerada
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O ano de 2015 deve ser marcado por uma grande reestruturação econômica no Brasil, de acordo com Maurício Une, economista do Citi. Em palestra ao comitê estratégico de Gestão de Pessoas da Amcham, em 5/2, ele contou que o banco prevê crescimento de 0,1% do país.  “Nos últimos anos, os mercados emergentes estavam sempre crescendo acima dos países de economia avançada. Isso vai mudar a partir de agora”, disse.

Mesmo com a economia andando a passos lentos, as empresas devem continuar investindo em suas operações no Brasil, afirma Une. “É um país muito grande e não tem como não estar aqui”, explica.

Reestruturação da economia global

O PIB chinês, que vinha crescendo a quase 10% ao ano, também deve diminuir nesse ano, chegando aos 6,9% e retomando os 7% a partir de 2017. Essa desaceleração afeta diretamente o Brasil, principalmente pelo corte nas importações. “A China é o grande calcanhar de Aquiles da economia brasileira”, afirma Une.

Entre os emergentes, poucos conseguirão manter um ritmo bom na economia, segundo Une. “A Índia é um exemplo. O país está fazendo várias reformas estruturais na economia, revitalizando-a e diminuindo o risco de desandar”, destaca.

Já os Estados Unidos, pelas previsões do Citi, devem apresentar crescimento de 3,6% em 2015, 3% em 2016 e seguir com 2,5% nos próximos anos. “É um número gigantesco para a nossa realidade e para a própria economia americana”, conta. Para isso, Une diz que o país deverá aumentar a liquidez, oferecendo mais crédito à população e, consequentemente, aumentando o consumo interno.

A Zona do Euro, que no ano passado teve previsões de crescimento positivas pela primeira vez desde 2011, terá PIB de 1,3% em 2015. “A política monetária também foi afrouxada, trazendo liquidez monetária e dinamismo na economia”, conta. Mesmo assim, os riscos de deflação estão aumentando, especialmente em países das regiões periféricas.

O potencial de crescimento do PIB japonês também deve mostrar bons resultados. O Japão terá 1,1% em 2015 e 1,9% em 2016. “O país terá que fazer um esforço muito forte de afrouxamento monetário e fazer com que a economia deflacione”, sugere. 

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