Violência Doméstica: guia prático para proteger suas colaboradoras e empresa dessa agressão

publicado 08/03/2018 08h00, última modificação 26/03/2018 14h10
São Paulo – No Dia da Mulher, Amcham lança e-Book com Instituto Avon, Magazine Luiza e ONU Mulheres

Nos últimos anos, a pauta da desigualdade de gênero entrou nas organizações. Ações afirmativas contra o assédio moral e sexual no trabalho, a preocupação da inclusão de mulheres em cargos mais altos e políticas voltadas para conciliar a maternidade e a carreira são cada vez mais comuns nas empresas. No entanto, poucas olham para o que acontece além de seus muros, principalmente quando o assunto é violência doméstica. Alguns dados ilustram a gravidade do problema no território nacional: em 2016, mais de 503 mulheres foram agredidas por hora no Brasil – a maior parte delas ocorreu dentro de casa, por agressores conhecidos. Mais de 50% das vítimas não denuncia ou procura ajuda – apenas 11% fazem registros em delegacias especializadas. Atualmente, o país tem a quinta maior taxa de mulheres assassinadas no mundo.

Embora a questão pareça distante do mundo corporativo, pesquisas demonstram que a violência doméstica tem impacto negativo na economia: as vítimas perdem, em média, 18 dias de trabalho por ano apenas por consequência direta da agressão – em termos de massa salarial perdida, a cifra chega a quase um bilhão de reais, segundo pesquisa da Universidade Federal do Ceará e do Instituto Maria da Penha. Em termos de carreira, as vítimas tem menos estabilidade, ficam menos tempo nos cargos e são menos produtivas. Grandes empresas referência em diversidade e inclusão têm olhado para o tema e desvendado qual seria o papel da iniciativa privada. A preocupação dessas companhias é que suas colaboradoras sejam vítimas do feminicídio e paguem com a vida por omissão da sociedade. Esse foi o caso da Avon e do Magazine Luiza. Após perderem colaboradoras, vítimas da violência doméstica, as duas empresas criaram canais de denúncia internos voltados para esses casos. O intuito é acolher e proteger essas mulheres, garantindo segurança, integridade física e mental.

Durante o comitê de Diversidade da Amcham – Brasil, Daniela Grelin, Diretora Executiva do Instituto Avon, Luiza Trajano, CEO do Magazine Luiza, e Carolina Ferracini, gerente de Direitos das Mulheres da ONU Brasil, se reuniram para trocar experiências e perspectivas sobre o problema. O resultado das reflexões dessas mulheres está disponível no Amcham Connect: o e-Book "Violência contra a mulher: defenda seu negócio dessa agressão", disponível para download, contém dicas e cases para empresas que querem transformar essa realidade.