Comitê interno é passo fundamental para implantar governança corporativa

por andre_inohara — publicado 15/08/2012 15h22, última modificação 15/08/2012 15h22
Recife – Empreendedor deve antes se informar sobre o tema e levá-lo para dentro da companhia.
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Boas práticas de governança corporativa podem ser adotadas em empresas de todos os tamanhos. Um caminho para pequenas e médias empresas que desejam iniciar essa implementação é a formação de um comitê, responsável por pensar e aplicar esses conceitos, sugere Manuela Moura, sócia-diretora da Queiroz Cavalcanti Advocacia.

“Quando mais cedo se começar, melhor. Governança é uma coisa simples de pensar, mas dificílima de aplicar”, afirma Manuela, que participou do comitê de Empreendedorismo da Amcham-Recife nesta terça-feira (14/08).

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Antes de constituir o comitê, o empreendedor deve primeiro se informar, aponta a executiva. “É recomendável ler bastante sobre o tema, acompanhar artigos, participar de fóruns e seminários, e conhecer os manuais do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). Depois de familiarizado, o empreendedor deve debater o tema junto a seus sócios.”

O tamanho do grupo irá variar de acordo com o porte da empresa. Segundo Manuela, “entre quatro e sete participantes é o formato ideal”. Ela completa ressaltando que o comitê de governança tende a ser um embrião do conselho de administração.

Estabelecido o comitê, será preciso que estabeleça sua missão, metas e objetivos. “As pessoas tendem a começar seus processos de governança e não dar continuidade. Em algumas companhias, pode-se até criar um índice que ajude a medir a efetividade de implantação dos processos de governança na organização”, pondera.

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A importância do registro

As empresas que estão começando devem ter consciência de que precisam registrar todas as decisões tomadas por seus sócios. “É muito importante documentar o momento da tomada de decisão, as questões ou valores que levaram à escolha de um determinado caminho. Isso dá mais segurança ao processo decisório no futuro”, completa.

Manuela conta que já viu casos em que cada sócio possuía um registro próprio daquilo que era acordado. “Uma solução interessante é concentrar esse processo em um funcionário de confiança, o secretário de governança”, sugere.

Em geral, o profissional que desempenha o papel de secretário de governança, além de possuir credibilidade junto aos sócios da empresa, precisa gostar da área de planejamento e gestão e ser organizado.

“Pode ser uma pessoa 100% dedicada ao tema da governança, que vai registrar as pautas do comitê ou do conselho de administração, e acompanhar as atividades desenvolvidas pelos grupos”, finaliza.

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