Como liderar na crise: quatro conselhos essenciais para atingir sucesso nesta jornada

publicado 27/11/2020 11h04, última modificação 27/11/2020 11h04
Brasil - Cultura colaborativa, foco no físital e olhar atento ao diferentes foram as principais orientações dadas na edição Centro-Oeste do CEO Fórum 2020
Conselhos de CEOs para liderar na crise

"O futuro é agora e a grande revolução digital acontece diariamente. Mas, para revolucionar, é preciso começar”, diz o CEO da CISCO

Bom desempenho no passado não é garantia de sucesso no futuro – é o que acredita o CEO da IBM na América Latina, Tonny Martins. De acordo com ele, não há um único segmento imune a transformação digital e, seja qual for a área de atuação, ter processos inovadores e digitais é uma questão de sobrevivência. Porém, não se trata apenas de adotar mais tecnologia, mas de uma mudança de mentalidade, cultura, diretrizes, hábitos e conceitos de negócio enraizados na estratégia da companhia.  

“Neste novo cenário, as empresas precisam viabilizar uma cultura cada vez mais aberta e capaz de inovar, próxima do cliente final e colaborativa com todo o ecossistema, não só dentro do seu perímetro”, afirma. No entanto, não basta criar uma cultura organizacional sólida se a companhia não tem um líder empreendedor capaz de guiar com toda essa evolução e não capacita de forma técnica e socioemocional os demais colaboradores.  

Não é novidade que o mundo hoje está cada vez mais rápido, fluido e imprevisível – e o líder precisa estar próximo de todas as transformações para entender as mudanças. Mas, como colocar essa noção em prática em meio a crise? Na edição Centro-Oeste do CEO Fórum 2020, especialistas destacaram 4 tópicos essenciais para atingir sucesso nesta jornada.  

 

LIDERANÇA COLABORATIVA 

Hoje em dia, um dos principais desafios do líder é criar um ambiente colaborativo, no qual a equipe se sinta engajada e parte integrante da construção da empresa. “A liderança precisa partir de uma posição de ‘sabe-tudo’ para uma que quer aprender tudo, definindo propósito junto com o time, empoderando os funcionários e sempre desafiando a organização”, diz o CEO da Cummins. Desta forma, explica o executivo, o líder descentraliza o poder e estimula os colaboradores a trabalhar em rede, ampliando sua visão do negócio.  

Para Luiz Pretti, Presidente do Conselho de Administração da Amcham Brasil e Votorantim Cimentos, além do ambiente colaborativo, a interação entre o C-Level é outro ponto importante na hora de responder rapidamente a mudança. “As empresas que fizeram isso e estão mais preparadas, com uma ideia mais moderna de administração de pessoas, serão os grandes sobreviventes no pós-pandemia”, defende. 

 

MODELO DE TRABALHO FÍSITAL 

A pandemia não só mudou as relações de trabalho, mas transformou o modo como pessoas, empresas e governos se relacionam. Mas, de acordo com o CEO da IBM, isso não é desculpa para trabalhar de maneira desordenada entre físico e digital. “Nós temos que aproveitar a produtividade do modelo remoto e manter a cultura através das relações pessoas”, opina o executivo, chamando a atenção para a necessidade de criar um ambiente seguro e acolhedor para o colaborador.  

Além de cuidar da saúde física de seus funcionários, as empresas não devem subestimar o peso que o estresse e a ansiedade estão exercendo sobre as pessoas. “O líder preciso entender que hoje a tolerância deve ser maior e estabelecer as prioridades certas para não perder o engajamento – afinal, as formas de trabalho mudaram, mas nem todo mundo tem condições de ter um ambiente tranquilo em casa”, diz Luis Pasquotto. Segundo ele, é hora de aproveitar a flexibilidade para criar políticas diversas que atendam as necessidades de cada colaborador de forma individualizada.  

 

É HORA DO DIFERENTE  

“Nossa tendência é procurar pessoas com habilidades parecidas com as nossas, mas nós precisamos montar equipes que se complementam e tenham a capacidade de transformação o negócio. Não sou eu, com 35 anos de experiência, que vou revolucionar a organização digitalmente”, provoca Renato Guimarães, CEO da SinAgro. Criar um ambiente aberto, diverso e múltiplo é fundamental para responder aos desafios atuais – e o mercado não se esquecerá disso tão cedo.  

 

INOVAÇÃO DIÁRIA  

Além disso, diz o CEO da Cisco, as companhias não podem deixar de inovar para esperar a chegada de tecnologias disruptivas nos próximos anos. “O futuro é agora e a grande revolução digital acontece diariamente. Mas, para revolucionar, é preciso começar”, diz Laércio Albuquerque, ressaltando a urgência que as organizações têm de se preparar para navegar no mundo digital neste momento, reformulando estratégias de negócio e implementando soluções que façam a diferença na rotina da companhia a curto prazo.