Copa do Mundo cria oportunidades para impulsionar venda de produtos com ‘brasilidade’, indica McKinsey

publicado 25/04/2014 11h40, última modificação 25/04/2014 11h40
São Paulo – Para a consultoria, produtos como cachaça e chinelos terão destaque
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Para a consultoria internacional de gestão McKinsey & Company, a Copa do Mundo é uma oportunidade excelente para vender produtos com “brasilidade”. “Empresas que vendem algo especifico de nossa terra, como cachaça e chinelos, terão grande exposição na Copa e espero que elas aproveitem. A brasilidade tem potencial muito grande a ser explorado”, comenta Marcello Berland, expert para a América Latina em bens de consumo e varejo da McKinsey.

O executivo participou do comitê estratégico de Diretores Comerciais da Amcham – São Paulo em 17/4, e disse que o Brasil deve receber 600 mil turistas entre junho e julho, época em que o maior torneio futebolístico do mundo será realizado no Brasil. “As TVs do mundo inteiro vão mostrar o Brasil durante a Copa. E o consumo desses visitantes deve girar em torno de seis bilhões de reais”, afirma Berland.

Além de eventos pontuais, as melhores oportunidades de vendas estão em nichos ou regiões de alto crescimento. “Há canais de varejo, como o online, e regiões do Brasil com crescimento acelerado. E não estou falando apenas de cidades de porte médio, mas também de bairros específicos das metrópoles”, detalha o expert da McKinsey.

A copa será benéfica para alguns setores, mas outros podem ser mapeados. “Hotelaria, transporte aéreo e alimentação nas cidades sede terão crescimento interessante no período. Mas também existem nichos de mercado, que incluem produtos saudáveis, moda e eletrodomésticos.”

A estratégia de apostar em regiões promissoras é a forma de contornar o baixo crescimento da economia em 2014. Berland usa o setor de vestuário como exemplo. “Há regiões onde o crescimento será muito baixo e outras, muito acima da média. Direcionar recursos a todos os locais não será tão efetivo quanto concentrá-los somente nas regiões de maior potencial.”

Mas para crescer, não basta apenas mapear os locais de maior potencial de consumo. “É preciso trabalhar muito na sofisticação de gestão e ter flexibilidade em relação à incerteza”, comenta ele.

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