COVID-19: não repliquem informações falsas, pede Presidente do Laboratório Sabin

publicado 25/03/2020 12h35, última modificação 25/03/2020 14h03
Campinas - Lídia Abdalla compartilhou as práticas da empresa para proteger colaboradores
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Conscientização e comunicação sobre cuidados de higiene básicos são fundamentais nesse momento, segundo Lídia Abdalla

A internet produziu diversas curas para o coronavírus: hemoterapia, ozonioterapia, banhos quentes e gelados. Essas foram algumas fake news compartilhadas sobre o coronavírus nas últimas semanas. Os estragos causados por um boato, principalmente frente a pandemia, podem ser imensos - uma notícia falsa tem 70% de chance de ser compartilhada. Durante o nosso webinar realizado em 24/03 e pautado pela visão do laboratório sobre a Covid-19, Lídia Abdalla, Presidente do Laboratório Sabin, fez um alerta:

“Nós, profissionais de saúde, dedicamos boa parte do nosso tempo explicando e desfazendo fake news. Por favor, não repliquem informações falsas. Consultem sites oficiais, como o do Ministério de Saúde, de empresas de saúde, e de canais de imprensa sérios que temos”, alertou a especialista.

 

EMPRESA DE SAÚDE X PREVENÇÃO

Por se tratar de uma empresa de diagnóstico e saúde, as operações do Sabin não podem parar, principalmente durante a pandemia. Lídia compartilhou algumas iniciativas que a empresa tomou como precaução para o seu grupo de colaboradores:

 

CUIDADOS BÁSICOS

A melhor forma de prevenção em relação ao coronavírus é a higienização. Por isso, o Sabin investe em comunicação e conscientização em relação a cuidados como lavar as mãos e manter distanciamento social. “Parece simples, mas não é, porque as pessoas estão acostumadas a estarem próximas umas das outras”, comentou Lídia. Além disso, a empresa disponibilizou álcool gel em locais estratégicos para colaboradores. O serviço de higienização de espaços em comum também foi reforçado.

 

SUSPENSÃO DE SERVIÇOS

O café e lanches disponibilizados para pacientes que fazem exames foi suspenso. A ação tem como objetivo proteger colaboradores e pacientes, evitando o contato com superfícies e aglomerações em locais fechados. 

 

RODÍZIO E ESCALA

Os colaboradores com funções que não envolvem cuidado direto com o paciente e que conseguem fazer home office já foram dispensados para trabalhar remotamente. Para os que precisam acompanhar pacientes e exames, a escala de trabalho ‘dia sim, dia não’ foi adotada, diminuindo a circulação de pessoas na sede do laboratório. Outras medidas, como antecipação de férias, também estão ajudando a empresa a diminuir o fluxo de pessoas.

“A disrupção veio com tudo, e de verdade tentamos sair da caixa. E, a cada dia que passa, percebemos que temos mais dúvidas. Vivemos em um momento de ter resistência e resiliência”, relatou.