CEOs contam como fazer das diferenças culturais oportunidades, em vez de barreiras

publicado 23/10/2013 16h55, última modificação 23/10/2013 16h55
Belo Horizonte – Dirigentes da Usiminas, Precon e Top Venture participaram do CEO Fórum da Amcham
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 Diferenças culturais podem ser barreiras. Mas, se bem gerenciadas, tornam-se oportunidades para aprendizado e crescimento no atual ambiente de negócios globalizado. Esta foi uma das lições compartilhadas pelo presidente do Conselho da Usiminas, Paulo Penido, pelo CEO da Precon Engenharia, Marcelo Miranda e pelo presidente da Top Ventures S/A, Tim Chen, com cerca de 300 dirigentes empresariais que participaram do CEO Fórum de Belo Horizonte na terça-feira (22/10). A cônsul americana em Belo Horizonte, Mary Miller, fez a abertura do evento.

O presidente do Conselho da Usiminas, Paulo Penido, em sua palestra, mostrou que pessoas de diferentes regiões do Brasil se comportam de maneira diferente e têm diferentes formas de contribuir. E essas diferenças devem ser respeitadas para se conseguir os melhores resultados no corpo diretor de uma empresa.

Contato

Para Tim Chen, que tem três passaportes - um do Brasil, onde nasceu, um dos Estados Unidos, onde estudou e viveu por 20 anos, e outro de Taiwan, de onde vieram seus pais -, fronteira, como sinal de limite, algo intransponível, é algo que não existe mais. As novas tecnologias permitem que ele dirija sua empresa, com sede na Austrália e minas no Brasil, sem sair de Belo Horizonte.

Ele relata, entretanto, que o contato e o conhecimento da cultura local é essencial para o desenvolvimento de negócios. “Para fazer negócios na China”, exemplifica ele, “é preciso ter paciência. E brasileiro tem paciência zero para os padrões orientais”.  Para Chen, a chave para um mundo melhor é o empreendedorismo.

A velocidade atual dos negócios e a pressão por resultados, segundo os três executivos, não devem distanciar o líder dos seus funcionários e das comunidades locais. Penido lembrou as lições que teve enquanto dirigente da Embraer, onde tinha que tirar um tempo para andar no chão da fábrica. Lição que utilizou na Usiminas, para compartilhar dos churrascos e partidas de futebol com os colaboradores. Chen recorda que uma das experiências mais tocantes que viveu foi diante dos funcionários da sua mineradora no Amapá, quando eles estenderam uma faixa com seu nome, agradecendo a construção de uma escola.

Lição aplicada ao negócio

Foi esse mesmo impulso que levou Marcelo a adotar a sigla TBC (tirar a bunda da cadeira). Por isso, ele deixou os escritórios de planejamento da empresa que trabalhou no passado para se mudar para o interior de Rondônia e dirigir pessoalmente a construção de 3 mil casas para os operários de uma das usinas hidrelétricas do Rio Madeira.

Lá que ele recebeu a maior negociação de sua vida, diante de 3.500 funcionários revoltados. Leia história toda aqui 

Marcelo Miranda viveu uma experiência multinacional, quando decidiu largar sua bem sucedida carreira como executivo financeiro e partir para conhecer o empreendedorismo no Vale do Silício, Califórnia. Lá ele se motivou para estabelecer um negócio que fizesse a diferença para sua vida e para o mundo. E viu que isso era possível.

Marcelo começou a questionar o papel do setor de construção civil no mundo, que representa 10% do PIB global, mas produz 30% dos resíduos. Sob sua direção, a Precon Engenharia já conseguiu reduzir os resíduos de suas construções da média nacional de 125 quilos por metro quadrado de construção para 28 quilos. A Precon recebeu o Prêmio Eco de Sustentabilidade da Amcham pela iniciativa e continua trabalhando para reduzir ainda mais os rejeitos.

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