Desenvolvimento de lideranças é chave do sucesso para organizações

por marcel_gugoni — publicado 22/05/2012 18h50, última modificação 22/05/2012 18h50
Curitiba – Identificar, desenvolver e reter líderes permite que empresas superem o déficit de mão de obra especializada e mantenham-se competitivas no mercado.
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A escassez de mão de obra qualificada transforma o desenvolvimento de lideranças nas organizações em um ponto estratégico para o sucesso das empresas. Devido às deficiências na educação formal e na formação profissional, a obrigação de capacitar líderes e outros especialistas cai, cada vez mais, nas mãos das próprias companhias.

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É o que destacou Daniel Luz, diretor de Desenvolvimento Humano e Organizacional da Johnson Controls para América do Sul, durante o CHRO Fórum promovido pela Amcham-Curitiba nesta terça-feira (22/05). Ele diz que as perspectivas de desenvolvimento e crescimento do Brasil nos próximos anos tendem a agravar ainda mais o gap já existente no mercado de trabalho.

“Uma alta de apenas 0,7% do PIB já garantiria o Brasil como a sexta economia do mundo. Mesmo nessa posição, o País continua a apresentar grandes deficiências na educação e na formação profissional” avaliou.

Uma solução eficaz para esse gargalo é a identificação precoce de talentos. “O investimento desde cedo, com programas de estágio e de trainees, fez com que sentíssemos pouco esse apagão de especialistas”, explica Melissa Werneck, diretora de Gente e Gestão da América Latina Logística (ALL).

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Ela avalia que, quanto mais cedo o início do desenvolvimento dos profissionais, mais positivo o retorno para a companhia. Além de desenvolver as lideranças na própria base das companhias, a capacitação interna auxilia também na retenção desses colaboradores.

Conhecimento

Os dois executivos salientaram que a perda de profissionais significa perda know how para a empresa. Na avaliação de Melissa, a formação de bons líderes é também mais uma ferramenta na manutenção de uma equipe. “É preciso manter os líderes motivados para que estimulem suas equipes”, defende.

“Muitas vezes, o funcionário deixa a empresa pela inexistência de uma boa liderança”, lembra Luz.

E liderança não é só a existência de um chefe eficiente e motivador, mas de práticas e processos capazes de engajar os funcionários. Melissa diz que o estabelecimento de metas também traz resultados muito positivos para esses programas.

Além disso, o estímulo à especialização do profissional e um acompanhamento constante de sua evolução são medidas necessárias para uma boa gestão dessas lideranças. Comparar os resultados em conjunto com o comportamento de cada um dos diretores ou gestores é a forma mais adequada de avaliação de desempenho apontada pelos palestrantes.

Gerações

Os palestrantes do evento da Amcham também falaram sobre os diferentes grupos de funcionários e sua atuação de acordo com sua maturidade. Luz não percebe “conflito” na convivência entre trabalhadores mais novos, na casa dos 20 anos, e os mais seniores, já passados dos 40 anos, por exemplo.

“Não vejo um conflito, mas sim uma complementação entre as gerações.” Para ele, as diferentes gerações – baby boomers, geração milênio e geração Y – tendem a auxiliar uma à outra, principalmente em relação ao desenvolvimento de lideranças.

Melissa diz que “liderança é um conceito muito genérico, que depende da cultura de valores de cada empresa”.

O treinamento de líderes precisa, portanto, estar muito bem atrelado à cultura da companhia. Nesse sentido, as gerações mais experientes contribuem com o conhecimento organizacional, enquanto as mais novas atendem às novas demandas do mercado.

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