Diferença nas culturas organizacionais é principal desafio em fusões e aquisições

por lays_shiromaru — publicado 06/11/2014 16h04, última modificação 06/11/2014 16h04
São Paulo – VP de RH da Raízen conta case da abertura da joint venture
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A diferença entre culturas organizacionais está no topo da lista de desafios em fusões e aquisições, na visão de CEOs, segundo pesquisa da Mercer. “Cada parte da transação possui uma cultura organizacional particular. Transações que não reconhecem e gerenciam essas diferenças enfrentam integrações mais lentas e doloridas”, disse André Maxnuk, líder de M&A da consultoria, durante o comitê de Gestão de Pessoas da Amcham, em 5/11 (confira aqui a apresentação completa).

A pesquisa M&A Beyond Borders: Opportunities & Risks, conduzida pela Economist Intelligence Unit e também patrocinada por Marsh e Kroll, destaca ainda outras dificuldades relacionadas à gestão de pessoas, como a integração do capital humano (35%), falta de engajamento dos empregados (16%) e retenção de líderes (16%).

O papel dos profissionais de recursos humanos, de acordo com Maxnuk, é fundamental para o sucesso de fusões e aquisições de empresas. Além de auxiliar na definição de questões práticas, como remuneração, benefícios e políticas, a equipe pode contribuir para engajar os colaboradores e a produtividade da companhia.

Raízen

Marina Quental, vice-presidente de Recursos Humanos da Raízen e também palestrante no comitê da Amcham, conta que os primeiros passos para abrir a joint venture da Cosan e da Shell foram definir o propósito dela e mostrar aos acionistas e colaboradores que se tratava de uma empresa completamente nova, com uma cultura diferente das duas companhias. “O alinhamento dos atributos de cultura e estratégia de negócio deve ser driver da definição de políticas de recursos humanos”, aconselha (confira aqui a apresentação completa).

Ela conta que uma ação fundamental para o sucesso da Raízen foi formar um time de profissionais de diversas áreas, focado na transição. “Tínhamos uma equipe multidisciplinar de 50 pessoas dedicadas ao processo de mudança. Eles cuidaram de toda a preparação e garantiram uma transição mais tranquila”, diz.

Em abril desse ano, a Raízen realizou uma pesquisa entre os colaboradores da área administrativa e constatou o engajamento de 91% deles. “Ficamos muito contentes com o resultado, mas percebemos que ainda há muito para melhorar”, ressalta.

Quental diz que os próximos passos do departamento de recursos humanos deverão ser focados em dar mais atenção aos planos de desenvolvimento de carreiras, assegurar mais transparência nos processos de feedback, além de melhorar os programas de qualidade de vida e bem-estar.

A seguir, a íntegra das apresentações de André Maxnuk, da Mercer, e Marina Quental, Raízen, no  comitê de Gestão de Pessoas da Amcham-São Paulo, em 5/11:


 

 

 

 




 

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