E-commerce une ações virtuais de vendas com estratégias de promoção e publicidade

publicado 08/07/2015 11h00, última modificação 08/07/2015 11h00
São Paulo – Azul e Editora Abril usam sites e redes sociais para identificar clientes e oferecer serviços
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A experiência da Azul e Editora Abril em e-commerce mostra que, de modo geral, uma venda na internet tem mais chances de sucesso quando junta estratégias virtuais, como identificação de hábitos de consumo nas redes sociais, com ações tradicionais de promoção comercial e veiculação em rádios.

No comitê de Vendas da Amcham – São Paulo realizado na terça-feira (7/7), Fábio Marão, gerente de marketing interativo e e-commerce da Azul, disse que recorre à propaganda em rádio nas regiões atendidas pela companhia, e onde há pouca ou nenhuma presença de internet.

“Nas cidades ribeirinhas do Amazonas, investimos em mídia off-line e rádio, que é o que eles mais acessam. Também adotamos estratégias de guerrilha. Nossa equipe de marketing vai à cidade e fala com as agências de viagem.”

Entre as ações virtuais, Marão destaca que o site e as redes sociais da empresa, pois são espaços apropriados para divulgação de serviços. “Uso a internet para fazer marca e construir relacionamento com o cliente. Lá, posso oferecer vantagens, como TV ao vivo, maior espaço nas poltronas e desconto no programa de relacionamento.” O ambiente virtual também traz muitas informações sobre intenção de compra. “Se conheço meu cliente e sei que ele pesquisou uma passagem para Salvador, consigo fazer promoções”, resume.

Editora Abril

Na Editora Abril, as vendas de assinaturas pela internet representam 20% do total, disse Rodrigo Chinaglia, diretor de vendas e e-commerce da Abril. Uma série de ajustes nos canais virtuais da editora – site e redes sociais – devem melhorar ainda mais esses números, de acordo com o executivo. “O que mudou não foi o produto, mas o jeito de vender.”

Quando os usuários acessam o portal da Abril e clicam em assuntos ou sites específicos, estão gerando informações de consumo. “Sei quando a pessoa está online e faço a oferta. Nossa taxa de conversão é de 24%”, disse. Chinaglia também recorre a várias parcerias comerciais: publicidade paga, buscadores de internet, redes sociais e e-mail marketing. Até mesmo o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) segue orientações para oferecer produtos. “Se o atendimento for bom, parte dele se reverte em vendas.”

Uma das iniciativas mais bem sucedidas da Abril é o Iba Clube, plataforma virtual que reúne as revistas da Abril, e que pode ser acessada mediante assinatura mensal. O Iba tem 12 mil membros ativos e uma taxa de efetivação de 70%, segundo Chinaglia.

Pedro Guasti, diretor executivo da consultoria e-bit, disse que o ritmo de crescimento do mobile commerce – compras através de dispositivos móveis (celulares e tablets) – vem crescendo rapidamente no Brasil. Em janeiro de 2015, as compras via gadgets representaram 9,7% das vendas online, o dobro das vendas no mesmo período de 2014. “Mais lojas devem começar a se adequar à navegação através de tablets e smartphones este ano”, afirma.

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