Economia em expansão e movimento de fusões e aquisições impulsionam Centros de Serviços Compartilhados no País

por daniela publicado 15/03/2011 15h37, última modificação 15/03/2011 15h37
São Paulo - Esses instrumentos de gestão permitem racionalizar processos das companhias e geram ganhos de competitividade, explica gerente da Deloitte.
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A boa fase da economia brasileira, com crescimento das operações empresariais e intensificação de fusões e aquisições, tem levado à maior utilização de Centros de Serviços Compartilhados (CSCs). A tendência é verificada por Ana Karyna Guimarães, gerente de Consultoria Empresarial da Deloitte.

A especialista explica que os CSCs consistem na centralização das funções de apoio das unidades de negócios das organizações, como finanças, controladoria, recursos humanos, suprimentos e sistemas de Tecnologia da Informação (TI), em um escritório de serviços, que passa a processar as atividades de apoio, liberando as unidades de negócios para concentrarem o foco no core business (negócio principal).

“Cada vez mais, as empresas estão partindo para esse instrumento de gestão e as que já possuem centros estão buscando expandi-los. Em 2007 e 2008, esse movimento era muito forte, mas, com a crise financeira internacional, houve uma queda em 2009. Agora, há um número elevado de interessadas em função do crescimento do País, do movimento de fusões e aquisições e das inovações tecnológicas”,  destacou Ana Karyna, que participou nesta terça-feira (15/03) do comitê Business in Growth da Amcham-São Paulo.

Vantagens

No Brasil , as áreas financeira, de recursos humanos e de TI são os principais alvos para os Centros de Serviços Compartilhados, escolhidas por 79% das organizações, calcula a Deloitte. As vantagens dessa opção, conforme a gerente da consultoria, passam pela redução de custos e pela melhoria na execução dos processos.


“Os CSCs têm como bases a centralização, a padronização e o compartilhamento de profissionais capacitados e recursos tecnológicos, o que representa um ganho de eficiência em relação aos ativos da organização”, comentou.

As empresas que contratam os CSCs adquirem soluções e, nesse caso, os prestadores (terceiros) se encarregam de fazer as atualizações e inovações necessárias para tornar os processos ágeis e eficientes até mesmo como condição para se manterem no mercado.


Atualmente, as médias e grandes empresas são as que mais aderem aos CSCs porque realizam um volume maior de transações. Entretanto, as pequenas também podem adotá-los, caso busquem parceiras. Assim, poderão adquirir escala, possibilitando retorno sobre o investimento. 

Desafios

O primeiro desafio, antes mesmo da implementação dos CSCs, é o planejamento, destacou Ana Karyna. “Deve ser feito um estudo de viabilidade financeira, avaliando-se a melhor localidade para se ter o centro, a qualidade da mão de obra e os processos que serão incorporados. As organizações que fizeram esse trabalho tiveram reduções de custos de até 30%.”

Outro aspecto que merece atenção é a adaptação dos colaboradores à nova forma de trabalhar - com foco na estratégia e garantia de informações para o adequado funcionamento dos CSCs. “Isso exige uma mudança cultural nas corporações”, concluiu Ana Karyna.

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