Em até dez anos, Pernambuco poderá se tornar mais um pólo industrial do Brasil, avalia presidente da Refinaria Abreu e Lima

por andre_inohara — publicado 14/09/2011 17h28, última modificação 14/09/2011 17h28
Recife – Estado terá de atentar para gargalos relativos a mão de obra e logística.

Puxado principalmente pelo desenvolvimento das indústrias naval e automobilística e por grandes obras de infraestrutura como a ferrovia Transnordestina, Pernambuco se coloca como um dos principais candidatos a novo polo industrial do Brasil nos próximos anos. A opinião é de Marcelino Guedes, presidente da Refinaria Abreu e Lima.

“Graças ao Complexo Industrial Portuário de Suape, Pernambuco poderá ser mais um polo industrial do Brasil nos próximos cinco a dez anos”, comentou Guedes, que participou do comitê de Energia da Amcham-Recife na terça-feira (12/09).

Guedes destaca que a indústria naval desponta como segmento de destaque no Estado. “Aqui existem projetos de 37 navios e plataformas já assinados pelos estaleiros em Suape”, comentou.

Ele aponta que a localização estratégica no Nordeste brasileiro permitirá que Pernambuco atenda às demandas futuras por equipamentos e estruturas de exploração de petróleo da África.

“Angola, por exemplo, terá condições de explorar seu pré-sal dentro de alguns anos. A indústria local não dará conta da demanda de produção de máquinas e equipamentos e a indústria instalada em Pernambuco poderá ser um grande fornecedor”, analisou Guedes.

Refinaria

Durante o comitê de Energia, Guedes apresentou os principais pontos do projeto da Refinaria Abreu e Lima. “A obra representa um investimento de US$ 14 bi e tem como objetivo atender à demanda de diesel do Norte e Nordeste do Brasil. Na construção, que vai até 2013, serão gerados 30 mil empregos”, explicou Guedes.

O executivo comenta que o Porto de Suape foi a principal motivação para a instalação da Refinaria Abreu e Lima. Outros fatores como incentivos fiscais, custo de mão de obra atrativo, disponibilidade de expansão na área do porto e visão governamental de desenvolvimento de longo prazo também foram decisivos para a vinda do projeto para o Estado.

Petróleo & Gás

Durante o comitê de Energia, Guedes apresentou um panorama da cadeia de petróleo e gás e apontou os principais gargalos que influenciam no segmento não apenas em Pernambuco como em todo o Brasil:

Mão de Obra: Guedes aponta que, na cadeia de petróleo & gás, para dar conta dos projetos de desenvolvimento da Petrobrás até 2013, será necessário formar 207 mil profissionais em diversas áreas de atuação. “O Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), realizado pelo Ministério de Minas e Energia, está acelerando esse processo de formação e será cada vez mais importante”, comentou.

Logística: De acordo com o executivo, a logística também é um dos principais desafios para o mercado de petróleo e gás brasileiro. “O Brasil está distante dos grandes mercados consumidores e não é atendido pelas principais rotas marítimas.” Ele cita ainda que o País, durante sua história, realizou estruturas de que passam por problemas de ineficiência e precariedade.

registrado em: