Empresas de mineração e metalurgia investem em formação de mão de obra por meio de consórcio em MG

por giovanna publicado 04/04/2011 12h31, última modificação 04/04/2011 12h31
Belo Horizonte – Setor aportará R$ 36 bilhões até 2016 para expansão operacional, capacitação e avanços tecnológicos.

Para aproveitar o crescimento da mineração e metalurgia nos próximos anos, as empresas do setor investirão em expansão operacional, formação de mão de obra e capacidade tecnológica. Em Minas Gerais, as companhias que compõem o Consórcio Mínero Metalúrgico de Formação e Qualificação Profissionais aportarão cerca de R$ 36 bilhões até 2016 para dar conta dessas ações, que confiarão ao grupo.


“Nosso foco é investir em formação. É uma ação inteligente para transformação do contexto atual, gerando profissionais qualificados para atender a demanda por pessoas devidamente capacitadas para as empresas”, revelou Alba Valéria Santos, coordenadora do consórcio, em participação no comitê de Gestão de Pessoas da Amcham-Belo Horizonte na quarta-feira (30/03).

Para ela, investir em capacitação de profissionais é uma estratégia importante para lidar com a dificuldade de atrair e reter mão de obra qualificada, uma dos principais dificuldades enfrentadas pelo empresariado brasileiro na atualidade.

O consórcio

O Consórcio Mínero Metalúrgico é uma parceria criada entre companhias do setor mineral e metalúrgico de Minas Gerais, Senai-MG e Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais (Sindiextra) com a meta de garantir a inserção de novos trabalhadores e suprir a carência de profissionais qualificados para o segmento.

“O objetivo é formar e qualificar pessoas para o setor minero-metalúrgico capazes de gerar inteligência e soluções, valor econômico e atitudes sustentáveis; produzir e difundir conhecimentos e inovação na cadeia mineral-siderúrgica; e maximizar o desenvolvimento econômico-social das localidades”, destacou a coordenadora.

Fazem parte do consórcio: Sindiextra, Fiemg, Senai, Ciemg (Confederação das Indústrias do Estado de MG), Sesi, IEL (Instituto Euvaldo Lodi) e as empresas Companhia Siderurgia Nacional, Ferrous Resources do Brasil, Gerdau, Anglo American, Anglogold Ashanti, Namisa Nacional Minérios, Samarco Mineração, Usiminas, Vale, AcelorMittal, Samarco, MRS Logística, Kinross e MSOL Jaguar Mining.

As companhias que compõem o consórcio empregam 453.000 colaboradores no mundo, sendo 139.000 no Brasil e 70.000 em Minas Gerais. 

Segundo Alba, o consórcio almeja ser referência nacional em integração, transformação e desenvolvimento de pessoas para o segmento minero-metalúrgico até 2015.

Para o período de 2011 a 2013, estimativas apontam que as empresas do consórcio necessitarão de 2.890 profissionais de nível superior, 5.582 de nível técnico e 10.382 de nível básico.

Atuação

De acordo com Alba Santos, o Consórcio Mínero Metalúrgico atua na formação superior, técnica e básica. Para a formação de profissionais de nível superior, realizou parceria com a Secretaria de Ciência e Tecnologia, com o Polo Minero Metalúrgico e com instituições federais de ensino superior (UFMG, UFOP e CEFET), ampliando a oferta de vagas em cursos superiores, especializações e mestrados.

No que diz respeito à formação técnica e básica, o consórcio fez articulações com o governo federal e estadual para aumentar vagas nos cursos técnicos e de qualificação básica. Houve direcionamento de vagas de cursos técnicos disponibilizadas através do PEP (Programa de Educação Profissional do Governo de Minas) nas áreas das empresas vinculadas ao consórcio. Além disso, foram criados cursos de qualificação profissional, com recursos da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedese) e para atender a demanda de algumas empresas do grupo.

O consórcio também participou do Comitê Técnico Setorial para a Criação do Curso de Tecnólogo em Mineração (Parceria com o SENAI) e da construção do I MBA em Siderurgia e Mineração (Parceria com a FGV-SP), propondo a grade curricular desses cursos.

Ações na construção civil

O setor de construção civil também investe em capacitação para enfrentar os desafios da escassez de mão de obra. Teodomiro Diniz, presidente da Diniz Camargos Construtoras, que também participou do comitê da Amcham, destacou ações que contemplam iniciativas nesse sentido, como o projeto realizado entre o Sinduscon-MG e a Universidade Fumec em que o canteiro de obras passa a ser um local de ensino e aprendizagem. O projeto objetiva multiplicar o conhecimento, colocando pedreiros nos canteiros para passar seus conhecimentos e capacitar pessoas de forma rápida.

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