Empresas estarem em redes sociais não é mais opção

por marcel_gugoni — publicado 21/02/2013 16h09, última modificação 21/02/2013 16h09
Porto Alegre – Consultor lembra que mundo online amplia o que é bom e o que é ruim em cada marca.
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As redes sociais se tornaram ferramentas estratégicas para prospecção e fidelização de clientes. Para as empresas, estar ou não no mundo online não é uma opção porque, mesmo se não criarem um perfil virtual, já estarão presentes na internet graças aos comentários, avaliações críticas e sugestões dos clientes, avalia Rafael Terra, CEO da agência de comunicação Fabulosa Ideia. 

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As vidas online e offline estão interligadas. “A princípio, digo que a companhia que não está nas redes sociais, na verdade, está porque, ainda que não tenha uma página, o cliente já fala nela. Ou seja, a marca já está circulando”, afirmou ele no comitê de Marketing da Amcham-Porto Alegre na última quarta-feira (20/02). 

“O online amplia o que é bom e o que é ruim”, lembra Terra. Estar a par das peculiaridades de cada ambiente digital e do público ajuda a potencializar os aspectos positivos e driblar os negativos, uma vez que um em cada quatro consumidores leva em consideração o que lê na internet. 

Conversa com o cliente 

Para Terra, uma estratégia bem sucedida no meio virtual é aquela em que há conversa. Para isso, é necessário ter clareza de todos os aspectos e do contexto da rede em questão. Traçar um perfil dos usuários e cruzá-lo com o ‘DNA’ do produto ou serviço é o primeiro passo. 

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Ele acrescenta que todas as redes sociais têm propósitos e modos de uso específicos. “O Orkut, por exemplo, não morreu, ao contrário do que muitos pensam. Nas lan houses das periferias, onde vários indivíduos têm seu único acesso à internet, essa é a página de abertura”. Sendo assim, estratégias direcionadas às classes D e E podem ter grande êxito se direcionadas a essa rede social. 

No Facebook, a seu turno, é preciso levar diversos aspectos em consideração. “Multiplique por seis sua exposição porque você não fala apenas para seus 100 amigos, e sim para 600 pessoas”, exemplifica, revelando o poder de alcance da ferramenta. Além disso, essa é uma rede que, assim como o Twitter, tem como característica ser dinâmica e exigir constante atualização de conteúdo. 

Terra pondera que nesse ambiente as relações têm cunho mais pessoal e o tom da conversa deve levar isso em consideração. O compartilhamento de imagens é um caminho de maior sucesso do que o simples uso de frases – diferente do que ocorre no Twitter. 

Dinamismo 

Outro ponto a ser levando em consideração é o tempo: enquanto no Facebook uma postagem fica exibida por cerca de 3 horas, no Twitter são apenas 25 minutos. Isso significa que o segundo requer mais dinamismo. “Não podemos esquecer que a postagem no Twitter deve ter sempre menos de 140 caracteres para que quem queira retuitar e comentar possa fazê-lo”. 

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Mais uma recomendação do palestrante é que, no Facebook, a empresa tenha uma fan page no lugar de um perfil. 

Plataformas de vídeos e de fotos também têm grande importância. “No caso de vídeos, não se esqueça de criar uma comunidade no Youtube. Os vídeos devem ter, no máximo, três minutos”, recomenda. 

O Foursquare, rede social de compartilhamento de locais que as pessoas frequentam, pode ser uma excelente ferramenta de pesquisa de mercado e divulgação de promoções. Um restaurante de Porto Alegre usou bem a rede quando promoveu uma ação que dava uma sobremesa para cada cliente que fizesse check-in no local com o aplicativo. 

Em qualquer meio, é preciso estar aberto ao diálogo, mesmo em situações de crise, quando buscar humanizar a instituição faz todo o sentido e pode ser de grande valia. 

Cuidados 

Pelo grande alcance desse meio de comunicação, é preciso cuidado no mundo offline para evitar repercussão negativa por parte de consumidores e parceiros insatisfeitos. 

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“A empresa pode abrir uma conta no Linkedin, que é mais profissional, ou no Google +, que é mais focado em otimização e menos em conversas. Mas, quando entra em uma rede social humanizada, como Facebook ou Twitter, realmente deve estar totalmente transparente e disposta a conversar”. 

“Redes sociais hoje são marketing, tudo o que se coloca ali será julgado”, reforça Terra. Além disso, atualizar simplesmente não basta. É preciso oferecer conteúdo de qualidade ou diversão. Aplicativos são uma ótima opção, desde que tenham relevância. “Pode-se oferecer jogos e desafios, algo que acrescente na vida dos usuários.”

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