Equipes engajadas são essenciais para o sucesso das organizações exponenciais, disse Yuri Van Geest, no CEO Fórum BH

publicado 03/07/2018 11h31, última modificação 12/07/2018 11h21
Belo Horizonte – Para autor do livro Organizações Exponenciais, empresas devem abrir espaço para a criatividade das pessoas

Empresas que cresceram pelo menos dez vezes em poucos anos – as chamadas organizações exponenciais – souberam se adaptar rapidamente às mudanças e usar tecnologias digitais para tornar seus negócios mais interativos. Isso se torna possível quando as empresas investem em equipes comprometidas, segundo o autor Yuri Van Geest, co-autor do best-seller Organizações Exponenciais.

“É importante que essas organizações cultivem uma rede de pessoas engajadas e entusiastas, que possam contribuir com o desenvolvimento do negócio”, disse, no CEO Fórum da Amcham-Belo Horizonte, em 21/6. Van Geest foi o convidado de honra do seminário que reuniu uma plateia formada por mais de mil executivos.

Cada vez mais, as organizações terão que se descentralizar e abrir espaço para a criatividade de seus colaboradores. “As organizações devem ter equipes multidisciplinares, auto organizáveis e com autoridade descentralizada”, segundo o escritor.

Tigre, PayPal e GetNet

O principal evento de negócios da capital mineira trouxe exemplos nacionais de organizações exponenciais, como Tigre, PayPal e GetNet. A convergência entre tecnologias digitais e negócios possibilitou criar flexibilidade, disseram os líderes dessas organizações.

“Temos que pensar na convergência das empresas jurássicas com as digitais. A estrutura organizacional flexível permite que as pessoas possam dar opinião”, disse Otto Von Sothen, CEO da Tigre.

José Renato Hopf, fundador da GetNet, disse que a coragem de derrubar barreiras interdepartamentais começa na cúpula. “A lógica dos departamentos não é mais competitiva”, afirma. Com estruturas descentralizadas, a comunicação é facilitada, argumenta Paula Paschoal, CEO do PayPal para a América Latina. “A inovação não deve ser gerenciada por poucas pessoas na empresa.”

Veja como foi o CEO Fórum 2018 da Amcham Belo Horizonte: