Encontro debate mercado do futuro para os executivos de finanças

publicado 02/09/2015 16h04, última modificação 02/09/2015 16h04
São Paulo- Profissional que atue no planejamento estratégico e tenha bom relacionamento com as pessoas é uma necessidade das empresas
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Levantamento global da PwC mostra como o setor de finanças das empresas irá atuar daqui a 15 anos. O gerente sênior da área de consultoria de gestão da companhia, Marcus Noronha, explica que o CFO (Chefe do Setor Financeiro) deverá se concentrar em ações de planejamento estratégico. Ele participou, na quarta-feira (2/9), da reunião do Comitê Finanças e Economia na Amcham São Paulo.  

Atualmente, o executivo observa um esforço das áreas financeiras nos processos de pagamento, de recebimento e de fechamento contábil. Noronha explica que, sem esquecer a importância dessas áreas, o profissional precisa ter a visão do negócio.

"O CFO deve assumir o papel de regente no planejamento estratégico...uma participação ativa da área financeira na seleção, manutenção e metodologias de priorização dos projetos", afirma Noronha.  

Confira mais informações no vídeo abaixo:

 

Essa atuação pode parecer algo novo e até mesmo complexo para alguns profissionais, porém tem um início simples, a estruturação interna do setor. Inclusive, se houver capacidade para isso, ele deve separar os profissionais que irão cuidar diariamente das operações financeiras da companhia e quem atuará com o planejamento estratégico.

"A área financeira é privilegiada porque ela consegue conquistar a pessoa pelo número. Qualquer CEO efetivamente preocupado com o negócio vai ser cobrado pelo acionista pelo nível de rentabilidade no final. Se o CFO consegue, através de informações precisas, influenciar essa tomada de decisão, ele vai ganhar espaço", comenta. 

Profissional de relacionamento

Além disso, competências comportamentais devem ganhar força, segundo Noronha. Esse profissional deverá manter uma boa relação com as pessoas dentro e fora da organização.

"Ele vai falar com o gestor de marketing com o foco em produto, com o RH com o foco em retorno das pessoas, custos de treinamento e o valor que proporciona esses treinamentos", diz Noronha.  

Noronha é categórico ao afirmar que esse novo perfil estrategista não se trata de uma oportunidade para os executivos de finanças, mas sim de uma necessidade das organizações.

"Se alguém ocupar esse espaço (de estrategista), o profissional da área financeira vai se tornar enclausurado na contabilidade, no processo de pagamento, de recebimento, simplesmente no dia a dia da operação financeira", acrescenta. 

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