Evite extravagâncias e prefira a sobriedade no figurino, orienta consultora de dress code

publicado 26/07/2013 08h00, última modificação 26/07/2013 08h00
São Paulo - Cores neutras e acessórios simples formam uma linguagem universal
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Nada de misturar cores muito fortes e opções exóticas, que possam causar um estranhamento. O segredo é a neutralidade e a formalidade no ambiente do trabalho. Para Silvana Bianchini, diretora da DressCode International, o funcionário deve buscar uma linguagem universal ao escolher o seu figurino. “O mundo corporativo pede uma roupa mais clássica e neutra”, aponta.

Ela foi a palestrante do Comitê de Secretariado Executivo que aconteceu na quarta-feira (24/07), na Amcham-São Paulo, e reuniu pela segunda vez as secretárias para debater a importância do dress code. “Não tenho dúvidas de que é um elemento definitivo para a ascensão profissional”, ressalta a palestrante, que dá suporte ao estabelecimento de normas de padronização do vestuário em companhias nacionais e internacionais.

Ainda que, em alguns casos, a empresa não tenha um dress code definido, é preciso entender que a roupa de trabalho deve ser diferente daquilo que se veste em um passeio normal. Por isso, Silvana Bianchi diz ser fundamental evitar camisetas, peças com decote, combinação de cores quentes e tudo aquilo que poderia facilmente ser escolhido para ir a uma festa ou a um passeio no shopping.

Linguagem universal
De acordo com a consultora, realmente é a primeira impressão que fica. Ela informa que, no encontro inicial, o conteúdo daquilo que se diz tem o menor impacto. Já a comunicação não-verbal, compreendida pelo gestual e aparência, representa 93% daquilo que é interpretado pela outra pessoa. “É comprovado que funcionários com boa aparência ganham mais e causam impressões positivas”, destaca Bianchini.

Para entender o que seria essa “linguagem universal”, o caminho é ter bom senso e se adequar aos estilos clássicos pré-estabelecidos. “Se eu quero agradar a maioria das pessoas, tenho que falar uma língua que todos entendam”, ela diz. E, com o objetivo de facilitar o entendimento, existem algumas definições de formalidade no ambiente de trabalho, baseadas em níveis.

As quatro classificações de formalidade seriam: o relax, baseado nas camisetas e calças jeans; o business casual, definido pelo uso da camisa e da calça social; o semi-formal, que, para os homens, é o terno completo sem a gravata e, para as mulheres, coletes e calças mais discretas; e, por fim, o formal, que é o terno masculino completo com a gravata e os vestidos e conjuntos femininos mais sóbrios e uniformes.

Segundo Silvana Bianchini, esses modelos definidos pela sociedade identificam, logo no primeiro olhar, se a pessoa está indo ou não trabalhar. Além disso, quanto mais discreto e pouco chamativo for o figurino, mais o intelecto, o racional daquela pessoa será valorizado. “Nas empresas, deve prevalecer o conteúdo, atrapalhado por acessórios que ficam balançando ou chamam muita atenção”, orienta Silvana Bianchini.

Sabotadores de imagem
“Nós somos uma marca”, enfatiza a palestrante ao citar o dress code como um elemento do chamado self-brand, que é o marketing pessoal. Por mais que a impressão seja importante, mais crucial ainda é a construção de uma imagem. “Não adianta nada causar impressão positiva uma vez apenas, pois ela dura 15 segundos”, alerta. De acordo com Silvana, a valorização começa quando o estilo e o modo de se vestir tornam-se permanentes e coerentes para aquela pessoa.

Dessa forma, é bom fugir dos chamados “sabotadores de imagem”, ou seja, tudo aquilo que pode desvalorizar o profissional. “Antes de tudo, a roupa não pode estar furada, amassada, com bolinha, um botão faltando, pele à mostra e com manchas, pois tudo isso tira a atenção do nosso discurso”, afirma a consultora Silvana Bianchini, que propõe as seguintes dicas:

Saias: escolher apenas aquelas que tenham cores neutras, sejam de alfaiataria e com comprimento na linha ou dois dedos acima ou abaixo do joelho.

Vestidos/camisas/blusas: evitar babados, transparências, ombros de fora, decotes, alcinhas, barriga de fora, tomara que caia, rendas, cores fortes, brilho e roupas agarradas.

Calças: evitar jeans agarrado, pantalona e boca larga; apenas calças de alfaiataria com cores neutras, como bege, cinza, preto e branco.

Sapatos: se não tiver salto, com solado de couro; se tiver, o salto deve ter entre 6 e 10 cm; botas apenas com calças.

Bolsas/cintos: com cores neutras, de preferência preto e branco.

Bijuterias/joias: design mais clássico, que não faça muito barulho e tenha pouco brilho.

Maquiagem: natural, que não tenha cores quentes, como no preparativo para festas.

Cabelo: evitar que esteja desarrumado, muito comprido, com cachos em excesso e cores como vermelho e azul.

Unhas: de qualquer cor, exceto neon, sem o aspecto de ruídas.

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