Executar projetos de melhoria operacional dá visibilidade à carreira, diz executivo da BD

publicado 26/02/2015 15h52, última modificação 26/02/2015 15h52
São Paulo – Os melhores cases são apresentados na matriz americana, disse o gerente de projetos Hugo Guimarães
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Na BD (Becton-Dickinson), indústria de equipamentos cirúrgicos, quem consegue aplicar melhorias organizacionais em supply chain viaja até os Estados Unidos para apresentar o projeto aos principais executivos da área. Hugo Guimarães, gerente de projetos de supply chain da BD, conta que a empresa realiza anualmente uma exposição de projetos do setor, que são apresentados à alta direção.

“Um dos projetos de supply chain do Brasil ganhou o terceiro lugar entre as unidades mundiais da BD, e a autora foi aos Estados Unidos apresentá-lo. A visibilidade é o fator que mais motiva nossos colaboradores”, explica Guimarães, durante o comitê estratégico de Supply Chain da Amcham – São Paulo, na quinta-feira (26/2).

A ideia de reunir os principais projetos de melhoria organizacional começou há 1 ano e seis meses. A taxa de adesão foi alta, disse Guimarães. “Buscando na rotina diária, os colaboradores encontravam oportunidades de melhoria e elaboravam projetos de execução.” Muitas ferramentas de melhoria contínua, como o Six Sigma e o Lean Manufactoring, foram aplicadas.

Avon

Além de Guimarães, Juliana Savani, gerente sênior de excelência operacional em supply chain da Avon, também apresentou as iniciativas de melhoria contínua da empresa. Em 2013, a empresa iniciou o seu Programa de Excelência em Desempenho, visando aumento de eficiência comercial e produtividade. “Precisávamos nos adequar a um novo cenário, e criamos uma estrutura formal para tocar os processos de melhorias”, argumenta.

Juliana disse que mais de 70 projetos de melhoria foram executados em 2014. Entre os de supply chain, a executiva destacou um de melhora do nível de serviço, que reduziu o desperdício dos processos de 5% para 2%. Outro projeto de aperfeiçoamento de gestão de contratos gerou economias na ordem de R$ 15 milhões.

 A cultura de eficiência está sendo transmitida também aos novos funcionários, disse Juliana. “Todos os departamentos vem apresentando alto nível de engajamento. Os que não aderem à filosofia, acabam automaticamente se excluindo.” 

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