Funcionário em programa de prevenção custa menos ao plano de saúde

publicado 13/11/2015 15h05, última modificação 13/11/2015 15h05
São Paulo – Hospital Oswaldo Cruz e Omint apostam no conceito de ‘saúde em vez de doença’
comite-de-gestao-de-pessoas-5807.html

Uma pesquisa do Hospital Alemão Oswaldo Cruz com mais de mil funcionários mostrou que os colaboradores que participam de programas de saúde oferecidos pela empresa custam 21% menos que os demais ao plano de saúde.

O resultado se deve ao CASSC (Centro de Atenção, Saúde e Segurança do Colaborador), programa de prevenção à saúde realizado a seis anos, diz Rodrigo Demarch, gerente de Qualidade de Vida e Saúde do hospital.

As ações seguem um modelo desenvolvido na década de 80 pela universidade de Stanford. Em linhas gerais, o plano parte de um mapa dos hábitos de saúde e comportamento dos colaboradores, traça sua propensão a doenças e oferece atividades que possam melhorar a saúde dos funcionários e prevenir patologias, como atividades esportivas e culturais.

Segundo Demarch, o programa segue a filosofia organizacional da instituição, que é “cuidar de quem cuida”. Mas é um bom exemplo do que algumas gestoras de planos de saúde chamam de “investir em saúde, e não na doença”, com o objetivo de reduzir custos.

Prevenção de custos

“Nossa proposta é a de que o cliente não fique doente, porque isso gasta menos. É melhor fazer gestão da saúde do que da doença”, afirma Flávio Merichello, gerente de Prevenção à Saúde da Omint.

Ele e Demarch discutiram a gestão de planos de saúde empresariais no comitê aberto de Gestão de Pessoas da Amcham – São Paulo, sexta-feira (13/11).

A relação entre prevenção e custos se explica pelo modelo de custeamento dos planos, que segue o princípio do mutualismo. “O grupo de saudáveis banca os gastos dos que ficam doentes”, diz Merichello.

O coordenador avalia que para controlar os gastos do plano coletivo sem cercear seu uso por parte dos funcionários, o ideal é estabelecer um pacto entre gestora do plano e RH da empresa. Esse “pacto” promoveria ações de prevenção, como mapeamento de hábitos e potenciais problemas de saúde, campanhas de combate á obesidade e ao tabagismo e orientações diversas sobre que tipo de serviço buscar.

Um dos programas sugeridos por Merichello é o “coach da saúde”, em que enfermeiras dão plantão na empresa para orientar os funcionários quais os especialistas corretos devem procurar para suas demandas. “Às vezes o mesmo paciente vai a três ou quatro especialistas porque não sabe qual procurar para resolver seu problema, o que aumenta os custos”, comenta.

“A ideia é fazer uma força-tarefa entre gestora do plano e RH para evitar o estouro da conta, até porque os custos em saúde são caros: a inflação médica é alta e as novas tecnologias, sempre incorporadas, também pesam na conta”, adverte Merichello.

registrado em: