"Funcionários não podem ser tratados como número", diz consultor

publicado 14/12/2015 14h08, última modificação 14/12/2015 14h08
Recife - Autor do livro “Gestão da Singularidade”, Eduardo Carmello palestrou no Comitê Estratégico de Gestão de Pessoas da Amcham
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Para aumentar a performance da equipe, é urgente que as empresas aprofundem cada vez mais a visão dos colaboradores como indivíduos singulares, dotados de características particulares que os diferenciam dos demais.

Essa é a conclusão do especialista Eduardo Carmello, autor do livro “Gestão da Singularidade: alta performance para equipes e líderes diferenciados” e diretor da Entheusiasmos Consultoria em Talentos Humanos. Ele palestrou no Comitê Estratégico de Gestão de Pessoas da Amcham Recife na manhã do último dia 03, no Amcham Business Center.

Segundo Carmello, a gestão da singularidade é uma forma de contraposição à generalização ineficaz. “Os funcionários não podem ser tratados como número, especialmente os talentos. Eles devem ser avaliados e desenvolvidos individualmente.” Para o consultor, é preciso que, desde o início, o colaborador seja instruído acerca dos objetivos da empresa e de que competências ele irá precisar.

“Nesse processo, as pessoas devem passar por constante avaliação e melhoramento, além de serem estimuladas a se integrar acerca da visão sistêmica do negócio”, afirma Carmello. Ele diz que as empresas ganham bastante ao investir na singularidade de seus colaboradores, porque, assim, acabam criando a cultura do “self management” na organização. Ou seja, os líderes acabam adquirindo competências para pensarem e executarem soluções por conta própria.

O especialista acrescenta ainda que a cultura da singularidade não deve ser aplicada apenas aos funcionários, mas a todos os processos de trabalho. Conforme ele, através do rastreamento da sequência de eventos – feitos, individualmente, em cada caso – é possível identificar com mais clareza os pontos cegos que precisam ser corrigidos.       

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