Gestão descentralizada é requisito para sucesso dos negócios na Era do Conhecimento

por daniela publicado 31/08/2011 14h10, última modificação 31/08/2011 14h10
São Paulo - Essa é a forma de as organizações se adequarem à complexidade do mercado, com ampliação do poder dos clientes e forte concorrência, destaca a consultora Roberta Yono Ebina.

O modelo de gestão descentralizado tem sido um dos principais requisitos para o desempenho positivo das companhias diante da complexidade crescente do mercado, com a ampliação do poder dos clientes, que buscam mais produtos e serviços customizados, além do acirramento da concorrência. É o que avalia Roberta Yono Ebina, consultora associada da Muttare Consultoria de Gestão.

Na Era do Conhecimento, o capital humano deve ser estimulado nas organizações e visto como elemento estratégico para resposta às transformações e geração de valor. Mas, de acordo com a especialista, o grande equívoco é que muitas empresas ainda não abandonaram o modelo hierárquico de gestão valorizado na Era Industrial, quando os fornecedores ditavam as regras e o atendimento visava mercados de massa.

“A maior parte das organizações aplica um modelo de gestão que foi desenhado para a eficiência, enquanto hoje o maior desafio é a complexidade. Porém, a gestão centralizadora desmorona em ambientes cada vez mais dinâmicos”, ressaltou Roberta no Café de Relacionamento da Amcham-São Paulo, que reuniu nesta quarta-feira (31/08) 62 representantes de novas empresas associadas à entidade.

Papel dos líderes

O modelo novo de gestão, explica a consultora, visa a criação de uma rede de liderança descentralizada para que as corporações sejam capazes de inovar continuamente e ganhar mais intimidade com os consumidores. “Quem tem o poder são os profissionais que lidam diretamente com os clientes, recebendo informações deles para tomadas de decisão. Não vigora mais o poder do cargo. O poder foi devolvido às pessoas em suas funções de interface com os clientes”. 

Roberta defende que o sistema de trabalho nas organizações deve ser colaborativo e o papel dos líderes concentra-se em três pilares: compartilhamento da visão corporativa, desenvolvimento de pessoal e acompanhamento dos indicadores de performance das áreas.

 

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