Governança corporativa contribui para o desenvolvimento do país

publicado 07/05/2015 13h00, última modificação 07/05/2015 13h00
São Paulo – Padrão de gestão aumenta confiança do mercado nas companhias locais e atrai investimentos
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Os programas de governança corporativa desenvolvidos em empresas influenciam o desenvolvimento econômico do país, afirma Carmen Valéria de Paula, executiva responsável por Investimentos em Manufatura e Serviços da IFC Brasil (International Finance Corporation). Braço do Banco Mundial, a instituição atua junto ao setor privado em 184 países em desenvolvimento, financiando projetos que seguem padrões internacionais de boas práticas de gestão.

Convidada do comitê estratégico de Governança Corporativa da Amcham – São Paulo, na quarta-feira (06/05), Carmen diz que a cultura de governança é um componente crítico para o crescimento econômico do país, seja aplicada no ambiente ou nas estruturas regulatórias, ou ainda nas empresas (estatais, listadas em bolsas ou não, familiares, pequenas ou médias, etc.).

“Uma boa governança corporativa aumenta de forma significativa a confiança dos investidores e do mercado, atraindo mais investimentos e maior atividade comercial”, comenta.

Em consequência, criam-se mais empresas sustentáveis que, por sua vez, contribuem para um crescimento econômico sustentável, o que também auxilia na criação de empregos.  “Essa é uma descrição relativamente simples, mas vários estudos analisam a conexão entre uma boa governança corporativa e o crescimento econômico”, explica.

Boas práticas

Além de financiamentos e participações em private equity, a IFC também auxilia empresas e instituições financeiras no aprimoramento da governança corporativa, com base nas melhores práticas internacionais, definidas de acordo com a realidade do mercado local, aplicando a Metodologia de Governança Corporativa da IFC.

As demandas mais comuns em empresas do mundo todo são inexistência de conselho ou comitês; existência de conselho que não supervisiona estratégia, gestão ou desempenho - o que não adiciona o valor esperado à empresa; falta de plano claro de sucessão (principalmente em empresas familiares, mas não apenas nessas); e gerenciamento e controle de riscos insuficientes. Falta de transparência em assuntos financeiros ou não, e de comprometimento genuíno com a governança também são frequentes nessas instituições.

“As mais de 1.000 empresas para as quais a IFC já prestou assessoria no mundo reportaram que este trabalho (de aprimorar a governança) auxiliou na facilitação para obtenção de e mais de US$ 5,5 bilhões em financiamentos e investimentos”, declara Carmen.

Segundo a executiva, essas organizações identificaram vasta gama de benefícios, incluindo melhora significativa no desempenho, operações e rentabilidade, acesso a financiamento e valores corporativos desenvolvidos a longo prazo.

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