GRU Airport e PwC mostram valor da governança em TI

publicado 15/08/2014 15h46, última modificação 15/08/2014 15h46
São Paulo – Práticas minimizam riscos e aumentam desempenho, afirmam gerentes
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Assim como a governança e o compliance promovem maior transparência na gestão total de uma organização, em TI esse conceito pode aumentar o desempenho e reduzir os riscos, afirmam Gianni Ricciardi, gerente de Governança de TI do GRU Airport (Aeroporto Internacional de Guarulhos), e Thiago Sartorio, gerente sênior de Tecnologia Estratégica da PwC.

Eles foram os convidados do Comitê Aberto de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) da Amcham – São Paulo, sexta-feira (15/08).

A governança foi determinante nos processos de modificação do aeroporto de Guarulhos para a Copa de 2014, diz Ricciardi. O aeroporto, que atualmente atende 35 milhões de passageiros por ano, tinha de inaugurar um novo terminal para 12 milhões de passageiros anuais, mais 20 pontes de embarque, ampliar o pátio para mais 34 posições de aeronaves, desenvolver um programa de transformação tecnológica, com infraestrutura e aplicações. Há, ainda, a meta de expandir a capacidade para 60 milhões de viajantes por ano, até 2022.

Toda a reformulação teria de ocorrer em menos de dois anos, já que a nova administração – consórcio formado pela carioca Invepar e a sul-africana Airports Company South Africa)- assumiu em 2012.

“Nossa equipe de TI decidiu fazer revisão total e trocar softwares, tudo. Era um desafio”, relata Ricciardi.

O setor de TI não optou por aplicações para TI, mas por otimizar o fluxo de passageiros, com soluções para check in, sistema de processamento de bagagem, automação para acesso ao aeroporto, além de outras ações para suprir as lojas e as estruturas de atendimento de companhias. Havia gestões diferentes para obras, TI e a área comercial, mas com a necessidade de sincronismo, até porque todas dependiam de TI. “Como faz para sincronizar tudo? Com governança”, pergunta e responde o executivo.

O foco da atuação foi na entrega dos projetos de instalação, infraestrutura, soluções, produtos e serviços. O consórcio contratou uma empresa que faz comissionamento para avaliar se estavam prontos a operar. “Isso é governança. Se não fizéssemos, provavelmente não conseguiríamos operar”, diz. “Normalmente se faz tudo o que fizemos em quatro anos, mas fizemos em 18 meses”, destaca.

Para tudo acontecer, os processos foram formalizados, com um fluxo interligando a iniciação, o planejamento, o controle e a implementação dos projetos, chegando no encerramento deles.

A equipe partiu da norma ABNT NBR ISO 21500 para fazer o gerenciamento de projetos. “O padrão não diz o que fazer, o que é dito em boas práticas, mas mostra o que é requerido dos projetos”, explica.

As melhores decisões

O tema é abrangente, comenta Thiago Sartório. Mas, para ele, a governança “reúne as pessoas certas, para ter as discussões certas, seguindo o processo certo e, colegiadamente, tomar as melhores decisões com as informações disponíveis.”

Entre as decisões, estão a estratégia de TI, orçamento e investimento, priorização de demandas, infraestrutura e arquitetura e alinhamento com o negócio, exemplifica.

Essas funções da governança de TI ocorrem em todos os níveis da equipe: no estratégico, no tático e no operacional. Dessa forma, abrange desde as operações de TI e as entregas de projeto até o direcionamento executivo, observa o consultor. Para a prática, determina-se o board do colegiado e um fluxo de processos.

Ele lembra que cada empresa tem uma estrutura voltada para seu tipo de negócio, mas destaca que, em algumas, a TI faz parte do próprio negócio, como o setor bancário.

Em todos, porém, a governança tem um retorno comum. “Há um potencial de aumento da entrega de valor de TI para o negócio”, defende.

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