"A crise oferece uma dança de cadeiras e oportunidades", diz Loyola da Tendências

publicado 21/01/2016 12h37, última modificação 21/01/2016 12h37
Campinas – Encontro especial de comitês reuniu 300 empresários com Gustavo Loyola, da Tendências e Sérgio Filho da Nielsen, para discutir tendências de 2016. Leia os destaques.
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Abrindo 2016, a Amcham Campinas realizou hoje (21/1) encontro especial de Comitês apontando as tendências e perspectivas econômicas para o ano. O encontro, com casa cheia, reuniu mais de 300 executivos e empresários locais.

Palestraram no encontro Gustavo Loyola, consultor da Tendências e ex-presidente do Banco Central,e Sérgio Filho, gerente de Atendimento da Nielsen.

Confira os destaques:

Sérgio Filho, gerente de Atendimento da Nielsen

"Pela primeira vez em 30 anos de pesquisa, a confiança do brasileiro caiu 16 pontos em 9 meses"

"52% dos brasileiros acham que o país não sai da recessão em 12 meses"

"Momento de crise é oportunidade para marcas que não são líderes"

“Classe C caiu 0,3% nos gastos. Classe B2 e crescem ainda os gastos”

“Com a crise, consumo vai mais pra dentro de casa. Classe C faz só reposição de produtos nos mercadinhos e hipermercados perdem público”

Gustavo Loyola, consultor da Tendências e ex-presidente do BC

"A crise oferece uma dança de cadeiras e oportunidades"

"A Tendência é a manutenção de uma situação favorável para os exportadores"

"Ajustes de juros americanos será lento e, no longo prazo, vai se manter baixo para padrões históricos"

"Desaceleração da China traz impactos para o Brasil e há muita incerteza sobre a economia do país"

"Lado bom para o Brasil é o crescimento do consumo de proteínas pelos chineses"

"Participação da China no PIB global chegará a 19,2% em 2020"

“Médio e longo prazo: até 2018 não haverá aumento de governabilidade. Alto desemprego deve se manter aumentando pessimismo. O lado positivo nos próximos anos é ajuste externo, com melhoras condições pra exportações”

“Em 2019, a agenda econômica deve mudar gerando melhora no ambiente e crescimento potencial de 2,6%. Antes, precisamos resolver gargalos de infraestrutura e previdência”

“No geral, exportação cresce 9,8% e importação cai 4,2% em 2016. Desemprego deve chegar a 10,7%, massa salarial deve cair 4,5% e inflação fica em 7%” 

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