Hospitais têm de se engajar na comunidade e influenciar políticas públicas

por andre_inohara — publicado 16/12/2011 17h22, última modificação 16/12/2011 17h22
São Paulo – No futuro, essas instituições precisarão melhorar seu relacionamento com a comunidade, analisa especialista.
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No futuro, os hospitais necessitarão se envolver mais com a comunidade, seja por meio de parcerias ou ações de relacionamento, e participar das políticas públicas de saúde.

“Nossos hospitais têm de se inserir de maneira adequada na comunidade onde atuam e criar uma agenda de integração”, defende Gonzalo Vecina, diretor superintendente do Hospital Sírio Libanês, que participou do comitê de Saúde da Amcham-São Paulo na quarta-feira (14/12).

Um exemplo nesse sentido vem do próprio Sírio Libanês, que mantém  alguns projetos de atendimento da população excluída da Bela Vista (bairro onde o hospital se localiza), estimada em torno de 15 mil pessoas.

Além de atuar em comunidade, os hospitais precisarão se organizar cada vez mais para influenciar políticas públicas de saúde e complementar a saúde pública.

“Os hospitais têm o desafio de dinamizar a ação do Estado na saúde, e uma forma de fazer isso é trabalhar para que o SUS (sistema público de saúde) seja mais eficiente”, comenta Vecina.

Busca por melhorias constantes

Além de participar mais do contexto político e social, os hospitais devem continuar buscando a excelência contínua de serviços e comunicação, acrescenta Vecina.

A qualidade de serviços envolve o atendimento baseado nas mais modernas evidencias cientificas, e pelo controle de riscos ao paciente. “Não se pode submeter o paciente a riscos desnecessários como radiação”, exemplifica.

Cabe aos hospitais trabalhar mais a transparência de informações e a sustentabilidade (do negócio), disse Vecina. “Ser sustentável garante a captação de investimentos para atualizações tecnológicas”, observa.

Além da parte técnica, também é preciso envolver mais os colaboradores. “Eles são fundamentais para o contato com os clientes. Precisam estar engajados para que sejam a 'cara' da organização quando estiverem atendendo ao telefone ou recepcionando um paciente.”

Outro ponto crítico é a integração dos sistemas de informação. “Como o hospital é complexo, não é possível ter um software único para gerenciamento administrativo e clínico”, afirma.

Vecina também ressalta a importância da melhoria de relacionamento com públicos-chave, como fornecedores, operadoras de saúde e órgãos reguladores.

“O diálogo entre todos é necessário para atingir os objetivos de melhoria da saúde. Quem ganha com isso é a sociedade”, conclui.

 

Leia mais sobre a discussão do comitê de Saúde em 14/12 aqui.

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