IBM e Cisco compartilham estratégias para mobilidade

por lays_shiromaru — publicado 12/05/2014 16h35, última modificação 12/05/2014 16h35
São Paulo – Empresas incentivam cada vez mais o home office e o uso de dispositivos móveis próprios

A mobilidade vem desafiando as empresas a pensarem em novas estratégias para se adequarem a essa tendência. Em palestra ao comitê de Tecnologia da Informação e Comunicação da Amcham, em 09/05, Luciano Faustinoni, líder de Transformação de Negócios da IBM, contou que houve um crescimento de 25% da quantidade de dispositivos pessoais conectados a rede da companhia no último ano. “Estudos nossos mostram que 81% dos adultos empregados usam pelo menos um aparelho eletrônico pessoal para trabalhar”, diz.

Diretor de Engenharia da Cisco e também palestrante no comitê da Amcham, Marcelo Ehalt é adepto à tendência e conta que a empresa vem trabalhando para melhorar o acesso remoto às informações da companhia. “Preocupe-se com o que você faz, não onde”, aconselha (confira aqui a apresentação completa).

A IBM e a Cisco incentivam os colaboradores a utilizarem seus próprios aparelhos. “Atualmente, pagamos os custos de 188 mil linhas telefônicas de colaboradores. Eles não precisam mais carregar um celular para o trabalho e outro para ligações pessoais, por exemplo, o que tem facilitado para eles e sido bastante positivo até agora”, conta Faustinoni.

O primeiro passo para permitir o uso de informações das empresas fora do ambiente de trabalho foi estabelecer políticas internas. “O segredo para o sucesso das políticas de uso é comunicar bem. As regras precisam estar claras para todos os colaboradores”, diz Ehalt.

Além disso, as duas empresas contam com programas de gestão. A IBM criou o aplicativo MasS 360, que permite gerenciar todos os aplicativos da empresa, garantir segurança aos usuários e administrar custos. Já a Cisco desenvolveu uma arquitetura escalável, que permite a identificação dos dispositivos usados para acessar os dados da empresa.

Outra ação das companhias foi criar canais de “suporte social”, em que os colaboradores trocam informações e se ajudam para resolver eventuais problemas, sem a necessidade da equipe de TI. “Isso fez toda a diferença. Os usuários acabam se virando para resolver problemas, o que simplifica e agiliza vários processos”, diz Faustinoni. 

A seguir, a íntegra da apresentação de Marcelo Ehalt, diretor de engenharia da Cisco, no comitê de Tecnologia da Informação e Comunicação da Amcham-SP, em 09/05:

 

 

 

 

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