Inteligência competitiva é ferramenta para analisar tendências de mercado e oportunidades de negócios

publicado 21/03/2012 15h45, última modificação 17/12/2021 12h05
São Paulo – Coleta e tratamento de informações disponíveis no mercado se transformam em análises estratégicas.
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Identificar as próximas tendências de mercado exige, além de executivos experientes, bons estudos e ferramentas gerenciais.

Uma delas é a Inteligência Competitiva (IC), processo de gestão do conhecimento que consiste em transformar o conjunto de informações disponíveis no mercado sobre concorrentes e clientes em análises estratégicas de cenário ou estudos de oportunidades de negócios.

“A Inteligência Competitiva é um processo de pensamento multidisciplinar que vai ajudar na tomada de decisões. Trata-se de aplicar modelos gerenciais sobre informações que estão no mercado a respeito dos clientes e concorrentes”, disse Armelle Decaup, sócia da consultoria Defí Inteligência Competitiva.

Depois de ter participado do comitê Estratégico de Marketing da Amcham-São Paulo nesta quarta-feira (21/03), a consultora, em entrevista ao site da Amcham, comentou que a IC é um sistema eficaz de avaliação do ambiente competitivo e posicionamento da concorrência, dando subsídios à empresa para alterar o curso estratégico e promover ações para a conquista ou defesa de mercados quando necessário.

 

As três etapas da Inteligência Competitiva

Um sistema de Inteligência Competitiva se divide em três fases: planejamento, vigilância e suporte. A primeira etapa consiste em definir as necessidades de informação bem como sua identificação, coleta e tratamento. Trata-se de uma fase importante para a consecução das metas da empresa, observa Armelle.

As informações podem encontradas em publicações e estudos diversos. Clientes, fornecedores, concorrentes e demais agentes de mercado também são fontes de conhecimento.

Uma pesquisa abrangente consegue reunir aspectos diversos como as regulações que afetam o setor, impacto de novas tecnologias e produtos, e perspectiva de oportunidades e ameaças.

As mídias sociais, observadas de perto pelas empresas devido à sua importância crescente, também são fontes consideráveis de informação.

Uma das empresas que já utilizaram a metodologia para a tomada de decisões é a Danone. Por meio dos resultados de IC, a processadora de alimentos lançou uma nova versão de iogurte probiótico [alimentos funcionais que regulam a atividade intestinal] que consolidou sua liderança na categoria.

“Eles usaram algumas ferramentas de inteligência, como planejamento e simulação de cenário. O levantamento indicou sinais de que havia espaço para mais um produto nessa categoria”, conta Armelle.

A etapa seguinte, chamada de vigilância, consiste em atualização de informações e monitorar a movimentação da concorrência. “Essa é uma forma de potencializar as oportunidades de mercado”, ressalta a consultora.

A última fase é a de suporte, onde o planejamento estratégico é atualizado com base no monitoramento de mercado.

Para Armelle, a grande vantagem da Inteligência Competitiva é a de permitir aos tomadores de decisão trabalhar com dados aprimorados.

"A Inteligência ajuda a pensar de maneira criativa, pois não se pode esperar que todo o conhecimento saia pronto."

 

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