Investir em treinamento sobre culturas estrangeiras é importante para quem gerencia projetos fora de seu país

por marcel_gugoni — publicado 04/09/2012 14h22, última modificação 04/09/2012 14h22
Recife – Particularidades de cada cultura podem influir diretamente no sucesso de um projeto.
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As diferenças culturais são um fator decisivo para o sucesso de um projeto que envolva pessoas de países distintos. Entendê-las é a chave para tornar a comunicação mais fácil e os negócios mais desenvolvidos, aponta Mark Helh, presidente da Hehl & Associates. 

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“O que os empresários precisam entender é que não há certo ou errado na maneira como cada país faz negócios. Existem apenas diferenças”, afirmou Helh, durante a 5ª Conferência de Gerenciamento de Projetos, realizada pela Amcham-Recife em parceria com o PMI-PE nos 27 e 28/08. 

O executivo conta que, em sua experiência em diferentes localidades, constatou que os problemas de comunicação têm custado muito dinheiro às companhias. “O conhecimento cultural ajuda a comunicar”, defende. 

Para ele, empresas com atuação multinacional ou que tenham parceiros, fornecedores e clientes fora de seus países de origem devem investir em treinamentos que ajudem a identificar cada maneira de fazer negócios. 

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Confira algumas dicas dadas por Mark Helh durante o evento, referentes a perfis de diferentes nacionalidades: 

Americanos e norte-europeus 

Os negócios nessas regiões são baseados nos contratos. “Especialmente nos EUA, as pessoas são muito ligadas ao que diz o contrato de negócio e não tanto à palavra”, afirmou Helh. 

Elas são diretas na comunicação e deixam claro o que querem das demais e o que esperam dos projetos.  

Prezam por pontualidade e têm um comportamento mais impaciente do que em outros lugares do mundo. 

Não costumam desenvolver relações de amizade com os parceiros de negócios, sócios ou colegas de trabalho. 

Chineses 

De acordo com Hehl, fazer negócios com o público chinês exige um grande investimento no desenvolvimento de relacionamento com as pessoas. 

“Um exemplo: ao chegar à China, você será primeiro convidado para um jantar, onde as pessoas vão querer saber sobre sua vida, família e relações interpessoais. O tema negócios será tratado em segundo plano”, indica o executivo. 

Helh aponta que é mais fácil para países latino-americanos e do sul da Europa lidar com o modo chinês de se aproximar para novos negócios. “Para um americano, isso pode ser muito difícil, já que eles gostam de lidar com os negócios logo no início”, disse. 

Por essa relação pessoal ser importante, os chineses dão muito valor ao que é acordado verbalmente, usando o contrato apenas como um guia para os negócios. 

Além disso, possuem um grande senso de autoridade e não demonstram muito suas emoções, sendo cordiais e educados. 

Indianos 

“Por terem o modelo social de castas, os indianos são muito ligados ao conceito de autoridade. Outra característica é a pontualidade”, comentou. 

Hehl considera que a tomada de decisões na Índia é feita de forma mais lenta que em outros países. “Eles possuem uma cultura de avaliar e discutir um projeto mais amplamente antes de definir algum posicionamento”, completou. 

“Apesar desses padrões de comportamento, é importante evitar estereotipar as pessoas. Aproveite a experiência de viver e trabalhar em outros lugares. Pare, olhe, ouça e se interesse pelas culturas dos diferentes locais”, pondera o executivo. 

Ele aponta que o mais importante é mostrar respeito por outra cultura, buscando aprender sobre os costumes das pessoas, como elas falam e se comportam.

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