LGPD, cibersegurança e home office: pandemia do coronavírus exige que empresas e colaboradores reforcem atenção à lei

publicado 01/04/2020 16h14, última modificação 01/04/2020 16h14
Brasil – Trabalho remoto faz com que funcionários levem para casa informações sigilosas e dados importantes, muitas vezes manipulados em computadores pessoais
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Da esquerda para a direita: Hélio Moraes, Sócio da PK Advogados, e Isabella Becker, Gerente Sênior de cibersegurança da KPMG

A crise da Covid-19 vem apresentando inúmeros desafios às companhias: um deles é a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e o trabalho remoto. Muitos colaboradores levaram para casa informações sigilosas e dados importantes de suas companhias, por vezes manipulando essas informações em computadores pessoais. A pauta foi assunto do nosso webinar ‘Como a Covid-19 impacta segurança de dados pessoais em ambientes corporativos’, com a participação de Hélio Moraes, Sócio da PK Advogados, e Isabella Becker, Gerente Sênior de cibersegurança da KPMG. “A privacidade de dados ainda existe e a LGPD está chegando aí, não é porque temos uma pandemia que devemos esquecer essas questões”, alerta Hélio.

Existem dois pontos de vista a serem analisados nessa situação: o da empresa e o do colaborador. Hélio explica os dois aspectos:

EMPRESA

A princípio, é preciso se atentar a aspectos mais técnicos, como ferramentas que serão usadas, capacidade de acesso remoto, a atualização dos softwares dos funcionários, uso de senhas – por computação criptografada, por exemplo. “Existem empresas de vários portes e diferentes segmentos que devem entender qual é a necessidade delas para utilização de ferramentas”.

Depois disso, é importante saber como monitorar essa rede que será distribuída aos colaboradores – uma rede que, antes, era muito bem guardada nas empresas e facilmente monitorada pelos computadores corporativos. Por isso, a equipe de TI vai ter bastante trabalho também para monitorar essa rede distribuída, atualizá-la e controlá-la.

FUNCIONÁRIO

A proteção de dados da companhia, de uma maneira geral, já é uma questão que envolve sistemas e processos. Mas, do ponto de vista do funcionário, especificamente, deve-se levar em consideração o aculturamento. Assim, é extremamente importante manter com o funcionário a comunicação – mesmo à distância – para relembrá-los das políticas de cibersegurança. As pessoas devem entender que existe uma certa confidencialidade das informações da empresa – principalmente por lei – e, quando isso é levado para casa, é preciso cuidado redobrado.

“Mostre aos seus funcionários que, se é preciso cuidar da proteção de dados, eles não podem tirar foto de tela e compartilhar em rede social, circular banco de dados por e-mail, etc.”. Assim, o executivo recomenda que sejam usadas as ferramentas oficiais da empresa e não fazer comunicação nem transferir dados por meio de redes sociais – principalmente dados pessoais.  

Isso porque, muitas vezes, o computador pessoal é dividido com pessoas da casa, filhos que fazem tarefas da escola e familiares que utilizam o aparelho para lazer também (assistir filmes, jogar e até utilizar as redes sociais). Isabella acrescenta que o ideal mesmo é que as empresas emprestem os notebooks corporativos. “Agora é um ambiente menos controlado e é preciso mais responsabilidade para preservar os dados do cliente e das empresas”, finaliza Hélio.  

 

O QUE SÃO OS WEBINÁRIOS?

São transmissões ao vivo de bate-papos e entrevistas, exclusivos online, sobre diversos assuntos do mundo empresarial. Diante da atual situação com a COVID-19 no Brasil, transformamos os encontros presenciais, inicialmente programados até o dia 31 de março, em atividades digitais e webinários.

PARA QUEM SÃO E COMO FUNCIONAM?

Os webinários especiais sobre a Covid-19 são públicos, totalmente gratuitos e podem ser acessados pelo link amcham.com.br/aovivo.

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