Líder exponencial pensa primeiro no mundo e ajusta sua empresa a ele, diz futurista Jaqueline Weigel

publicado 19/12/2018 16h18, última modificação 09/01/2019 17h07
Salvador – CEO Fórum reuniu Monica Herrero (Stefanini), Márcio Barros (Ferbasa) e Roberto Lessa (Água de Coco Obrigado)
CEO Fórum Salvador - O Líder Exponencial.jpg

Qual o principal desafio de um líder exponencial – aquele que consegue multiplicar muitas vezes o valor da empresa? “Pensar primeiro no mundo e ajustar sua empresa a ele. Para isso, o novo líder precisa sair do seu próprio mundo e fazer para todos”, responde a consultora Jaqueline Weigel, CEO da W Futurismo.

No CEO Fórum da Amcham-Salvador (4/12), a futurista argumentou que hoje o foco das empresas não é mais oferecer soluções tecnologicamente melhores, mas resolver problemas para os clientes. Os vários aspectos da liderança exponencial foram debatidos por CEOs como Monica Herrero (Stefanini), Márcio Barros (Ferbasa) e Roberto Lessa (Água de Coco Obrigado).

A formação do líder exponencial deve ser mais abrangente e descentralizada, continua a especialista. Ele deve estar aberto a novos conhecimentos, incentivando a autonomia das equipes e encontrando formas diferentes de pensamento. “Se você é um bom líder, é capaz de treinar pessoas para trabalhar sozinhas, dando ao mesmo tempo responsabilidade a elas para ensinar mais pessoas.”

Mudança cultural

Herrero, da Stefanini, destaca que o conceito de exponencialidade nas organizações é mais cultural do que técnico. “Quando falamos em negócios exponenciais, estamos falando em ter resultados 10 vezes maiores, e não mais 10% maiores, como era antigamente.” Para buscar a energia de mudança, é importante ter um novo mindset.

Na Stefanini, a mudança de mentalidade se baseou em três princípios: capital cultural, transformação pessoal e mensuração de resultados. Cada pessoa tem visões e formações diferentes que ajudam a criar um pensamento diverso, detalha. “Quem você é e o que você acredita são tão importantes quanto a qualidade dos produtos e serviços que você vende.”

O segundo princípio tem a ver com a transformação de ideias e modos de agir. “Organizações não se transformam, somente as pessoas”, comenta. Por último, a Stefanini criou métricas de desempenho que possibilitaram à liderança medir e gerenciar ativamente as culturas internas.

Inovação e predição

Lessa, da Água de Coco Obrigado, destacou a integração entre inovação e gestão de pessoal como papéis fundamentais do líder exponencial. Técnicas de produção inovadoras, por exemplo, só se traduzem em produtividade se operadas por colaboradores focados e capacitados. Muitas vezes, um novo processo não precisa ser complexo. “A inovação não precisa ser algo muito grande. Muitas vezes o simples já é inovador.”

Barros, da Ferbasa, destacou que uma forma de se preparar para mudanças de cenário cada vez mais rápidas é desenvolver a visão preditiva. Ou seja, ampliar o senso de percepção, capacidade de criar cenários e antever ações estratégicas.

“As organizações precisam de líderes capazes de quebrar paradigmas, defender uma visão de futuro e estabelecer um clima organizacional que promova a criatividade, aprendizado e velocidade de ações.”