Liderança deve empoderar e dar autonomia para que equipes amadureçam, segundo Presidente da Escola de Mentores

publicado 20/07/2018 11h48, última modificação 20/07/2018 14h21
Campo Grande - Sidnei Oliveira e Avianca deram perspectivas sobre o futuro da gestão de pessoas durante Fórum
Liderança Empoderamento

Patricia Nicieza lembra que trazer propósito é uma das melhores estratégias para aumentar engajamento

Para Sidnei Oliveira, presidente da Escola de Mentores, um dos maiores desafios para a liderança de hoje é amadurecer suas equipes. “Os profissionais que estão entrando no mercado de trabalho chegam super turbinados de informação, mas ainda precisam da vida prática, exercitar tudo isso. Estamos trabalhando com equipes competentes, mas falta um pouco de atitude, de engajamento. Esse é o grande desafio, trabalhar a maturidade da nossa equipe”, avaliou, durante o Fórum de Gestão de Pessoas - Impactar Pessoas da Amcham – Campo Grande, realizado no dia 16/07.

 

Mudanças na gestão de pessoas

Já há algum tempo, as organizações trabalham com modelos de gestão que Oliveira chama de coletiva, em que cada departamento tem um papel e cada pessoa contribui com um conjunto de competências, somando, ao todo, uma empresa. No entanto, ele acredita que estamos entrando em um tempo em que a gestão colaborativa está ganhando mais espaço. “Hoje eu consigo me engajar na empresa não apenas naquele horário comercial, e não só nos dias úteis. Todo dia agora é dia útil. Temos que trabalhar o novo modelo de gestão que chamo de colaborativo, muito comum nas startups, onde os colaboradores são focados no resultado e não apenas em suas tarefa”, exemplifica.

Para chegar nesse modelo, o líder deve inspirar sua equipe através de desafios: jogar problemas para suas equipes e empoderá-los com autonomia para que consigam desenvolver soluções. Identificar aqueles que se destacam pelo alto potencial também é um papel fundamental da liderança, segundo Oliveira.

 

“Nossa fortaleza são nossos colaboradores”

Patricia Nicieza, diretora de RH da Avianca, lembra que impactar os colaboradores é que faz a organização atingir seus resultados. E isso, para ela, tem profunda conexão com propósito: “Como as pessoas vão estar engajadas, entender que o que elas entregam tem valor? As organizações passaram a usar o propósito como forma de motivação”, explica. Esse é o atual foco do RH da organização: trabalhar para que as pessoas se sintam especiais e vejam propósito nas suas tarefas, a fim de melhorar o serviço para o cliente final: “Na Avianca, nossa fortaleza são nossos colaboradores”.

E isso é um trabalho contínuo. “É uma utopia você dizer que tem 100% de uma organização pronta e preparada”, lembra Nicieza. Ter um time preparado, com competências e que entenda as necessidades do negócio passa por desenvolver a cultura e a conexão com pessoas.

Para o futuro, ela crê que as empresas vão ter que lançar um olhar diferente sobre cada funcionário, valorizando-o como indivíduo e saber o que ele carrega em sua essência. “Vejo movimentos que o colaborador perde sua identidade e passa a ser o número. As organizações vão ter que reverter isso, olhar pessoas como indivíduos que tem sua essência, pra ter conexão com a empresa”, ressalta.