Liderança é o principal agente de motivação da equipe, diz CEO da Embratel

publicado 05/06/2019 18h55, última modificação 25/07/2019 12h31
Belo Horizonte – José Formoso esteve presente no CEO Fórum junto com executivos da Avon, Embratel, Santander, Stone Pagamentos, Cedro Têxtil e Ram Charan
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CEO Fórum em Belo Horizonte

A liderança é o que motiva a equipe a alcançar os resultados, segundo o CEO da Embratel, José Formoso. Na visão dele, líderes mais participativos são os líderes do futuro. “O que faz mal para as organizações são os silos de poder; é preciso sair desses modelos que já existem”, afirma.

As declarações foram feitas durante o CEO Fórum: Inovação e Legado, na última segunda-feira (03). No painel o qual o executivo participou, ouve participação também do CEO do Santander, Sérgio Rial; o CEO da Avon, José Marino; o CEO da Stone Pagamentos, Augusto Lins, e o CEO da Cedro Têxtil, Marco Antônio Branquinho, com mediação de Betânia Tanure Associados, consultora da Betânia Tanure Associados. O guru de negócios indiano Ram Charan também palestrou ao final do evento. 

Branquinho concorda que o maior desafio das empresas é o posicionamento da liderança. “Mudar o mindset das pessoas dentro das companhias para que sejam incentivadores da mudança é a maior dificuldade”, apontou. Formoso completou afirmando que a liderança é a que motiva a equipe a alcançar os resultados.

Jose Formoso, CEO da Embratel, no CEO Fórum de Belo Horizonte

Branquinho falou também que os papéis dos líderes no tratamento das incertezas são a busca incansável pelo propósito da empresa, a implantação disso na cultura corporativa e a construção do ecossistema que vai suportar as novas ideias. Marino deixou um questionamento: “O líder é uma pessoa de fazer acontecer, portanto, sempre pense maior: o que estou fazendo com a minha atuação empresarial?”

Lins deu exemplos da cultura empresarial da Stone Pagamentos e de como a companhia constrói o ecossistema de inovação. Ele mencionou que jovens têm qualidade além do conhecimento e energia para trazer inovação, por isso a empresa procura manter o espírito de juventude. “As universidades formam talentos excepcionais e temos que lapidar isso”, afirma.

Além disso, o executivo da Stone Pagamentos relatou que a divulgação de resultados é feita todas as sextas-feiras para todos os colaboradores e eles podem entrar em um chat e tirarem dúvidas. “Temos uma cultura muito forte, vivida todos os dias por todos. Ao longo dessa jornada também formamos vários sócios; e eles vivem a cultura todo dia”, conta.

Segundo Rial, as pessoas são os maiores agentes de inovação. “A humanização das empresas não tem nada a ver com a cultura de ser bonzinho, mais sim com o fato de que as pessoas são a maior fonte de transformação”, completa.

ENSINAMENTOS DO GURU

No último painel do dia, Ram Charam falou também da importância de tirar a ideia da imaginação. É necessário, por mais simples que pareça escrever a sua ideia, dar o ponta pé no processo de criação. ‘‘O difícil não é escrever as ideias, mas sim pensar verdadeiramente sobre elas.’’

Além disso, ele dissertou a respeito das ferramentas de negócios a partir de um esquema sequencial: Ideias -> ranking de ideias -> obstáculos -> time (grupo de trabalho) -> nutrir, matar e aprender -> criação de novos negócios. Ele também lembrou: “É necessário ter sempre em mente o orçamento, a taxa de sucesso e os fracassos do time.”

Por fim, ele ressaltou a importância do consumidor. “O consumidor tem o poder; torne-se o melhor observador dele: entenda o que ele quer, como ele pensa e como ele age.” Na visão do especialista, inovação é uma ideia que deve ser lapidada e convertida em algo usável para o consumidor e não apenas a invenção de algo. ‘‘É necessário ter velocidade. Estamos em um jogo de velocidade”, finaliza.

GESTÃO PÚBLICA

O vice-governador de Minas Gerais, Paulo Brant, também participou do nosso evento e defendeu a sinergia de modernidade entre a gestão pública e privada. “Muito mais desafiante do que reduzir o estado é criar um Estado que faz melhorias para a sociedade”, afirma.

O político também frisou o foco na eficiência das instituições, que, na visão dele, são o que movem as economias nacionais. “São elas que vão definir os incentivos que determinarão o comportamento das pessoas”, apontou. Ele ainda finalizou: “Estamos vivendo a maior revolução tecnológica do Estado, se nossas instituições apontarem para o alvo certo, teremos uma chance histórica que não podemos perder.”

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