Marketing experiencial exige produto diferenciado e interação entre marca e cliente

por giovanna publicado 08/12/2010 15h41, última modificação 08/12/2010 15h41
Porto Alegre – Modalidade conhecida como brand experience é adequada sobretudo para bens de consumo, ensina professor da ESPM.
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Para adotar a estratégia de marketing conhecida como brand experience, é preciso tornar o produto ou serviço comercializado relevante para o consumidor através de um posicionamento legítimo, ou seja, um diferencial bastante definido que seja percebido e acrescente ao consumidor. Devem ser previstas situações de experimentação para o cliente que explorem a emoção apoiando-se em identificações vividas a partir da marca, ensina Genaro Galli, diretor dos Programas de Pós-Graduação e MBA da ESPM-RS.

“Para realizar a brand experience, é preciso buscar interação entre marca e cliente e criar experiências que suscitem recordações positivas a ele. Para isso, o estilo de marketing explora a percepção sensorial dos consumidores, traduzindo a marca para os cinco sentidos: olfato, paladar, tato, visão e audição”, falou Galli, nesta quarta-feira (08/12), em participação no comitê de Marketing da Amcham-Porto Alegre.

Segundo o professor, existem alguns setores mais propícios a utilizar a brand experience, como bens de consumo, principalmente varejo de moda e cosméticos. A técnica, contudo, é passível de ser estendida a outros segmentos com adaptações. “Um banco ou empresa de Tecnologia da Informação também pode apostar no marketing experiencial”, disse.

Apesar de essa prática de marketing estar crescendo no Brasil, muitas empresas que a empregam não o fazem da forma correta. “Algumas marcas nem adotam esse nome e fazem algumas ações isoladas, sem acompanhamento de alguém mais especializado para saber quando convém esse tipo de marketing. Ás vezes, o cliente prefere algo mais funcional, direto e não convém usar brand experience.”, concluiu Galli.

 

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