Medo e ansiedade? Monja Heishin ensina lições de resiliência que vão te ajudar a lidar com a pandemia

publicado 13/05/2020 11h00, última modificação 13/05/2020 11h50
Brasil - Frente ao caos, o primeiro passo para minimizar os impactos da crise é não a olhar como ameaça, mas como uma oportunidade
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“Lave as mãos do vírus do medo. O que está acontecendo com a gente é real e está todo mundo na mesma situação, diz a líder budista

As pandemias costumam provocar pânico generalizado na população – e, com o novo coronavírus, não é diferente. O momento traz à tona medos e insegurança, ameaça a vida e acarreta períodos de profundo estresse. Nesse contexto, além de seguir as recomendações da Organização Mundial da Saúde em relação às medidas de prevenção, é importante preservar a saúde mental.

Em meio às incertezas acerca do comportamento da doença no organismo humano e da impossibilidade de projetar o futuro, a Monja Heishin acredita que um olhar resiliente sobre a situação é essencial para enfrentar a pressão e aumentar as capacidades emocionais e mentais. “São os conflitos que nos amadurecem e trazem coisas inovadoras”, diz. Para ajudar a manter a mente sã em meio à recomendação de isolamento social, a Monja compartilhou lições de resiliência que podem fazer diferença em tempos de pandemia.

 

OLHE PARA A CRISE COMO UMA OPORTUNIDADE

O novo coronavírus resgatou o que há muito tempo era deixado de lado: o olhar para dentro. Para a Monja Heishin, o isolamento social fez com que todos voltassem para suas casas, ou seja, para si mesmos. “E quem nós encontramos dentro da casinha? Encontramos seres funcionais, cumpridores de tarefas, e percebemos que temos muita coisa para organizar”, afirma.

Mas não é preciso medo. Frente à desorganização, o ideal é olhar para o espaço não como ameaça, mas como uma oportunidade. Segundo ela, as pessoas devem aproveitar esse tempo para se olhar com contentamento e colocar em dia tudo aquilo que não era possível fazer.

 

TENHA DISCIPLINA, MAS SEJA ACOLHEDOR

Convivência familiar, emocional, trabalho e obrigações domésticas – tudo hoje está concentrado em um mesmo local. Encaixar todas essas esferas misturadas em uma rotina requer disciplina. “Não leve o notebook para a cama. Escolha um cantinho da sua casa e marque um horário para isso”, aconselha a Monja.

Além disso, a líder budista chama atenção para a pressão interna: não fique com o grau de exigência muito grande em você. Observe sua situação sem compará-la a uma condição ideal, não se persiga e não julgue.

 

PRATIQUE A RESPIRAÇÃO CONSCIENTE

O exercício de respiração consciente tem o enorme poder de oxigenar a mente e acalmar o coração quando encarado da forma correta. “A meditação não é funcional. Ela é um momento em que aquele ser humano fica tão livre que é capaz de produzir com mais criatividade e contentamento”, diz Heinshi. Para ela, o ideal é que os gestores disponibilizem um tempo livre no dia para que seus liderados possam meditar.  

A prática não requer uma condição especial. “Seja o mais simples possível, menos rito. Não há territórios, apenas vida se manifestando”, afirma. As únicas exigências são: sentar-se em uma cadeira com a coluna ereta, pousar o dorso dos dedos da mão esquerda sobre os dedos da mão direita e tocar os polegares.

“Eu proponho que você inspire e expire de forma lenta e profunda, absorvendo tudo o que acontece ao seu redor e aceitando toda essa carga Inspire cinco segundos, segura quatro e solta sete. Inspire e expire todos os sons e silêncios, sem julgamentos, apenas observe. Observe as tenções do corpo e tenha consciência de você mesmo. Jogue o ar para esses pontos de tensão e deixe os pensamentos vir. No final, junte as mãos, palma com palma, a faça uma referência a prática da meditação”, explica.

 

APRECIE O MOMENTO

A apreciação do momento é uma joia para a Monja Heinshi. De acordo com ela, é no presente que a vida acontece, que o passado se manifesta e o futuro se condiciona. Ao invés de gastar energia preocupado com outros momentos, a líder budista recomenda cultuar pequenas coisas e quebrar paradigmas de rotina.

 

NÃO FUJA DA ANSIEDADE

O primeiro passo para controlar a ansiedade é não fugir dela. É preciso reconhecê-la, não negá-la. “Lave as mãos do vírus do medo. O que está acontecendo com a gente é real e está todo mundo na mesma situação. Nós criamos uma ideia de que não temos a capacidade de virada, mas o isolamento vai transformar nosso psiquismo”, diz Heinshi.

Após reconhecer a ansiedade, a Monja sugere olhar para o que está acontecendo ao redor e se inspirar em bons exemplos para reverter essa energia em uma mais propositiva.

 

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