Mobile marketing dá “superpoderes” aos microempresários, diz empresário

publicado 03/09/2014 15h40, última modificação 03/09/2014 15h40
São Paulo – Luiz Xavier, da Pontomobi, apresentou alguns modelos de negócios viabilizados pela mobilidade
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Para Luiz Xavier, CEO da agência de mobile marketing Pontomobi, o uso de tablets e celulares deu “superpoderes” aos microempresários. “Ambulantes transformam seus tablets em máquinas de cartão de crédito e chaveiros usam geolocalização para divulgar serviços. A mobilidade transformou a vida deles”, exemplifica Xavier, no comitê de Marketing da Amcham – São Paulo da quinta-feira (28/8).

Xavier disse que a popularização dos dispositivos móveis é que tornou possível a criação de novos negócios em mobile marketing. “Existem mais celulares que brasileiros (280 milhões de linhas ativas para 196 milhões de habitantes), e hoje os tablets vendem mais que os notebooks. Eles estão em todas as classes sociais.”

E embora o acesso à internet banda larga no Brasil não seja tão bom quanto o dos países desenvolvidos, oferece um tráfego de qualidade regular e estável, acrescenta Xavier. Mas enquanto os microempresários usam os dispositivos para fazer negócios, as grandes empresas adotam outras estratégias de mobile marketing.

Xavier mostrou um case da cervejaria AmBev, que criou um aplicativo (app) móvel de geolocalização, que identifica quais pontos de venda próximos ao usuário oferecem as bebidas mais baratas.

Em outro case, a marca de hidratantes Nívea trabalhou, no verão, com uma pulseira localizadora que as mães colocavam nos filhos pequenos para saber se eles estavam se distanciando muito na praia. Instalando o app da pulseira no celular, as mães podiam acompanhar o quanto os filhos se afastavam. “A idéia era estender o conceito de proteção da marca”, conta Xavier.

Smiles e Danone

A Smiles, operadora de programas de milhagem de companhias aéreas e não aéreas, percebeu que a maioria de seu público acessar o site da companhia por meio de dispositivos móveis. “Mais de 70% dos acessos são por celulares e tablets. Temos que entender como ele acessa e o que ele mais se interessa”, disse André Fehlauer, diretor de produtos da Smiles. A empresa estuda formas de criar relacionamento por meio desses canais.

Na Danone, há programas de fidelização e descontos para os consumidores que se cadastram. A empresa também criou um app móvel com as mesmas funcionalidades do site, para o público que usa dispositivos.

O objetivo é entender melhor os hábitos do cliente e oferecer produtos adequados, disse Rodrigo Matheus, líder de mídia e estratégia digital da Danone Brasil. “Se descubro que a minha cliente consome Activia toda semana, posso direcionar a ela uma versão com 4 embalagens”, exemplifica.

Apesar das iniciativas existentes no mercado, o mobile marketing está apenas começando no Brasil. Mas as empresas entenderam que o consumidor está cada vez mais digital e precisam estar presentes, para que não sejam esquecidas.

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